A corrida eleitoral de 2026 segue em ritmo acelerado, com os postulantes ao Palácio do Planalto intensificando suas agendas em diferentes regiões do país. Nesta terça-feira (25), o cenário foi marcado por uma série de sabatinas, encontros com o setor produtivo e atos de campanha que buscam consolidar o apoio do eleitorado a poucos meses do pleito. A diversidade de temas abordados reflete as diferentes correntes ideológicas que disputam o comando do Executivo federal.
Propostas econômicas e o papel do setor privado
O debate econômico ocupou o centro das atenções em eventos como o fórum da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) destacou a importância de parcerias com a iniciativa privada para solucionar gargalos energéticos. Segundo ele, o setor privado é o motor necessário para viabilizar a industrialização e a irrigação em regiões que ainda carecem de infraestrutura adequada.
No mesmo evento, Renan Santos (Missão) trouxe um tom crítico ao sistema político atual. O candidato questionou o modelo de emendas parlamentares, argumentando que o Congresso Nacional tem priorizado a negociação de verbas em detrimento de projetos estruturantes para o país. Santos defendeu a criação de um sistema de fiscalização mais robusto, com a atuação de um Procurador-Geral da República independente.
Agenda regional e pautas sociais
Enquanto parte dos candidatos focava no ambiente corporativo, outros percorriam o país em busca de contato direto com a população. Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Maceió, onde participou de uma carreata e reuniu-se com empresários. O presidenciável enfatizou o potencial do Nordeste para a produção de alimentos, traçando um paralelo com o desenvolvimento do Centro-Oeste e defendendo investimentos hídricos para a região.
A pauta social também esteve presente em diferentes frentes. Hertz Dias (PSTU) utilizou entrevistas e atos de rua em São Paulo para denunciar a precarização do trabalho via aplicativos, exigindo maior proteção social e transparência dos algoritmos. Já Samara Martins (UP) visitou uma ocupação em Aracaju, onde reforçou a necessidade de organização popular para a conquista de direitos básicos, como a moradia.
Debates sobre o sistema político e segurança
A estrutura do Estado brasileiro foi alvo de reflexões por parte de outros concorrentes. Augusto Cury (Avante) defendeu, durante uma sabatina, a transição para o sistema semi-presidencialista, argumentando que o modelo permitiria uma divisão mais eficiente entre as funções estratégicas do presidente e a gestão executiva de um primeiro-ministro. Por sua vez, Clariana Barão (DC) concentrou suas propostas em reformas estruturais e no combate à violência doméstica, propondo a criação de centros integrados de atendimento 24 horas.
No Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo) priorizou o tema da segurança pública. Em visita a uma comunidade na zona sul carioca, o candidato apresentou estratégias voltadas ao combate ao crime organizado e à retomada de territórios sob influência de facções. Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais para reforçar seu posicionamento contra a escala de trabalho 6 por 1, classificando a jornada como prejudicial aos trabalhadores.
O cenário eleitoral segue sob monitoramento rigoroso da Justiça Eleitoral. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o candidato Pablo Marçal (PRTB) está impedido de realizar atos de campanha, participar de debates ou ter inserções no horário eleitoral gratuito. O Guarapuava no Radar continuará acompanhando os desdobramentos desta disputa, trazendo diariamente as movimentações e as propostas que moldarão o futuro do Brasil.