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Gás de cozinha fica mais caro no Paraná com reajuste de até nove reais por botijão

Gás de cozinha fica mais caro no Paraná com reajuste de até nove reais por botijão
1 de 1 Preço do botijão de gás aumenta no Paraná — Foto: TV TEM/Reprodução

O bolso do consumidor paranaense sofre um novo impacto neste início de mês. O preço do botijão de gás de 13 kg, item essencial na cesta de consumo das famílias, registrou uma alta significativa em todo o estado. O reajuste, que passou a valer oficialmente nesta terça-feira (1), pode elevar o custo final em até R$ 9,00 por unidade, dependendo da região e da política comercial de cada revendedora.

A pressão inflacionária sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) não é um fato isolado, mas o resultado de uma combinação de fatores econômicos e operacionais que atingem a cadeia de distribuição. Segundo o Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Estado do Paraná (Sinregás), o aumento é reflexo direto de novas convenções trabalhistas e do encarecimento da logística de transporte e armazenamento.

Fatores que impulsionam a alta do gás no Paraná

A explicação para o aumento de até nove reais por botijão reside em uma tríade de custos que as distribuidoras e revendas afirmam não conseguir mais absorver. O primeiro ponto destacado pelo Sinregás é a conclusão das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho do Comércio Varejista e Atacadista. O reajuste salarial da categoria impacta diretamente a folha de pagamento das empresas do setor, que repassam esse custo operacional ao preço final.

Além da questão trabalhista, houve um reajuste por parte das engarrafadoras. O processo de envase do gás exige manutenção constante e investimentos em segurança, cujos valores foram atualizados recentemente. Somado a isso, a elevação dos custos operacionais diários — como o preço dos combustíveis para as frotas de entrega, seguros de carga e o cumprimento de rigorosas obrigações regulatórias — fechou o cenário para o aumento anunciado.

É importante notar que o mercado de GLP no Brasil é desregulamentado, o que significa que não há um tabelamento oficial de preços. Cada empresário define sua margem de lucro e o valor de venda com base em sua estrutura de custos, o que explica por que o impacto pode ser maior ou menor em diferentes bairros ou cidades.

Variação regional e os preços praticados nas cidades

Antes deste novo reajuste entrar em vigor, um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já demonstrava uma disparidade considerável entre os municípios paranaenses. Até o último sábado (29), o preço médio do botijão de 13 kg no estado era de R$ 111,52.

No topo da lista de preços mais elevados aparecia a cidade de Pato Branco, no sudoeste do estado, onde o botijão chegava a ser comercializado por R$ 130,31. No extremo oposto, São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, apresentava o menor valor médio encontrado pelos fiscais: R$ 101,43.

Para a capital, Curitiba, a estimativa após o aumento de terça-feira é que o preço médio flutue entre R$ 115,13 e R$ 116,63. Essa variação depende essencialmente se o consumidor retira o produto na portaria da revenda ou se solicita a entrega em domicílio, serviço que agrega taxas extras de logística.

Impacto escalonado conforme o tamanho do botijão

Embora o botijão de 13 kg (P13) seja o mais comum nas residências, o reajuste também atinge outros formatos utilizados por condomínios, comércios e indústrias. O Sinregás divulgou uma estimativa de impacto baseada no custo médio praticado no estado, servindo como um referencial para o mercado:

  • P13: aumento entre R$ 7,50 e R$ 9,00;
  • P20: aumento entre R$ 11,50 e R$ 13,80;
  • P45: aumento entre R$ 25,96 e R$ 31,15.

Esses valores são referenciais e extraídos de uma média setorial. O sindicato reforça que eles não constituem uma tabela obrigatória ou sugestão de preço, mas sim uma leitura técnica de como os novos custos pressionam a operação. O consumidor deve ficar atento e realizar pesquisas de preço, já que a distância da distribuidora e o volume de vendas de cada estabelecimento influenciam diretamente no valor final cobrado no balcão.

Para acompanhar as variações de mercado e garantir o melhor preço, especialistas recomendam consultar o sistema de levantamento de preços da ANP, que fornece dados atualizados semanalmente sobre combustíveis e gás de cozinha em todo o território nacional.

No Guarapuava no Radar, seguimos acompanhando de perto as variações econômicas que impactam o dia a dia da nossa região e do estado. Nosso compromisso é levar até você informação apurada, contextualizada e relevante para o seu planejamento financeiro. Continue acompanhando nosso portal para ficar por dentro das principais notícias do Paraná e do Brasil com a credibilidade que você já conhece.

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