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Artista paranaense vê demanda explodir e fecha agenda até 2028 após viralizar na web

Artista paranaense vê demanda explodir e fecha agenda até 2028 após viralizar na web
Foto: Daine Mari Chibiaqui

A artista plástica Daine Mari Chibiaqui, radicada em Medianeira, no Oeste do Paraná, viu sua rotina de trabalho ser completamente transformada nas últimas semanas. Após um vídeo de suas obras ganhar repercussão nas redes sociais, a pintora, que possui cinco décadas de trajetória nas artes, precisou encerrar a aceitação de novas encomendas para os anos de 2027 e 2028. O fenômeno, que pegou a artista de surpresa, reflete a alta demanda por suas telas, que retratam com sensibilidade a fauna e a flora brasileiras.

A ascensão da série Verdant e o impacto digital

O gatilho para o aumento repentino nos pedidos foi um quadro da série Verdant, que foca na riqueza dos elementos naturais. A obra, que se destaca pela complexidade e detalhes, foi vendida por cerca de R$ 25 mil. Esse valor, contudo, varia conforme a técnica aplicada e o tempo de dedicação exigido para cada peça. O sucesso nas redes sociais não apenas ampliou o alcance da artista no Brasil, mas também atraiu colecionadores de países como Filipinas, Arábia Saudita, Iraque e Catar.

Para Daine, o interesse internacional tem um componente emocional forte. Muitos brasileiros que residem no exterior buscam em suas telas, que retratam araucárias e ipês, uma conexão com suas raízes e memórias afetivas. “Muitas pessoas me ligam e dizem que lembraram de lugares onde viveram ou da casa dos pais”, relata a artista, que vê seu trabalho como uma ponte entre a técnica artística e a emoção.

Rotina intensa e compromisso com a preservação

Com uma produção limitada a dois ou três quadros por mês, a artista mantém um ritmo de trabalho rigoroso. Sua jornada diária começa por volta das 6h45 e pode se estender até as 22h, com episódios em que inicia as atividades ainda na madrugada para dar conta das demandas. Daine enfatiza que a produção permanece artesanal e exclusiva, sendo realizada integralmente por ela, sem auxílio de terceiros na execução das telas.

Além do valor estético, as obras carregam um propósito de conscientização ambiental. A inspiração de Daine vem de uma Área de Preservação Permanente (APP) mantida por sua família, um local que, no passado, teve uma relação diferente com a extração de madeira, mas que hoje é símbolo de conservação. “Não estou fazendo uma obra apenas para deixar o ambiente bonito. Quero fazer algo que faça as pessoas refletirem sobre a importância da preservação das matas e dos rios”, afirma.

Conexão com a história e o futuro

A série Araucárias da Neblina, que já conta com 20 obras, ilustra bem essa ligação profunda com o território paranaense. Ao retratar a árvore símbolo do estado em meio à névoa, a artista evoca lembranças de sua infância em Capanema, no Sudoeste do Paraná. Essa trajetória, que une história familiar e ativismo ambiental através da arte, continua a atrair admiradores que buscam mais do que um objeto de decoração: buscam um pedaço da identidade natural do Brasil.

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