O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tornou-se o epicentro das discussões sobre o futuro da modalidade entre os dias 15 e 16 de setembro de 2026. A primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs) reuniu um ecossistema completo de especialistas, atletas, gestores de clubes e representantes de federações para traçar estratégias de crescimento e visibilidade para o futebol feminino, em um momento decisivo para o esporte no país.
O encontro aconteceu em um cenário de contagem regressiva, já que o Brasil será a sede da próxima Copa do Mundo Feminina. Com o apoio institucional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e organização da Conferência de Futebol (Confut), o evento buscou transformar o debate em ações práticas, indo além das quatro linhas e focando em gestão, novas narrativas e sustentabilidade da modalidade.
Transformação e novos formatos na comunicação esportiva
Um dos pontos altos da programação foi o painel sobre a transformação da comunicação no futebol feminino. A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, mediou a discussão, destacando que o papel das emissoras vai muito além da transmissão das partidas. Para a executiva, a cobertura deve ser um instrumento de cidadania e enfrentamento à violência contra a mulher.
Pellegrino ressaltou iniciativas como o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que reconhece clubes com ações efetivas de combate ao feminicídio. Segundo ela, a conexão com o público é medida pelo engajamento real, exemplificado pela votação da categoria “Craque da Torcida”, que superou a marca de 22 mil participações, provando que o interesse pela modalidade é crescente e qualificado.
Diálogo entre gerações e o papel da TV pública
O evento também abriu espaço para o intercâmbio de experiências entre diferentes gerações de profissionais. A jornalista e comentarista Rachel Motta, da TV Brasil, destacou que a presença da emissora pública no Wifs reforça o compromisso com a democratização do acesso ao esporte. A participação de nomes como a fundadora do Donas FC, Suleima Sena, e a fotojornalista Lívia Villas Boas, enriqueceu o debate sobre os bastidores e a gestão do futebol.
Já a jornalista Marília Arrigoni, apresentadora do programa Stadium, participou do painel sobre experiências e novos horizontes. Ela pontuou que o Rio de Janeiro carecia de um evento desta magnitude para discutir as especificidades da modalidade. O encontro serviu como um termômetro dos avanços conquistados nos últimos anos e um espaço para alinhar as expectativas para o Mundial de 2027.
Compromisso com a continuidade da modalidade
A TV Brasil consolidou sua posição como uma das principais vitrines do futebol feminino no cenário global. A emissora mantém uma grade robusta que inclui o Campeonato Brasileiro, as Séries A2 e A3, além das categorias de base sub-17 e sub-20. Esse investimento em regularidade é apontado pela direção da EBC como o diferencial para a consolidação do esporte no país.
O debate no Museu do Amanhã reforçou que o sucesso da Copa do Mundo de 2027 depende de um esforço coletivo que envolve desde a infraestrutura dos clubes até a forma como a mídia narra essas trajetórias. Para acompanhar os desdobramentos sobre o desenvolvimento do futebol feminino e outras pautas relevantes do cenário nacional, continue acompanhando o Guarapuava no Radar, seu portal de referência para informação com credibilidade e profundidade.