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Temporais e falta de luz marcam o primeiro turno das eleições no Paraná

Temporais e falta de luz marcam o primeiro turno das eleições no Paraná
Foto: Marcio Fernando Machry/Jéssica Passos

O primeiro turno das Eleições 2026 no Paraná foi marcado por um cenário de improviso e resiliência. Fortes temporais que atingiram o estado entre o sábado (3) e o domingo (4) causaram interrupções generalizadas no fornecimento de energia elétrica, forçando eleitores e mesários a buscarem soluções criativas para garantir o exercício do voto.

Impactos na infraestrutura e soluções improvisadas

A instabilidade climática, que incluiu rajadas de vento severas, deixou centenas de milhares de unidades consumidoras sem luz. Segundo dados da Copel, às 8h de domingo, o estado contabilizava 308,7 mil imóveis desabastecidos. Em municípios como Umuarama, no Noroeste, a votação no Colégio Alfa iniciou-se sob penumbra, com as urnas operando exclusivamente por bateria e o ambiente iluminado apenas pela luz de lanternas de celulares.

Em Salto do Lontra, no Sudoeste, a logística eleitoral precisou de um reforço tecnológico inusitado. Um carro elétrico, disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), foi utilizado como fonte de energia para manter o funcionamento das urnas em um cartório eleitoral que estava sem eletricidade. A medida garantiu que o processo de votação não fosse interrompido na localidade.

Desafios de acessibilidade e danos estruturais

Além da falta de energia, a infraestrutura de alguns colégios eleitorais foi comprometida pela força do vento e da chuva. Em Londrina, na Escola Cassio Leite Machado, as seções 270 e 272 sofreram alagamentos após o destelhamento de calhas. O Simepar registrou ventos de até 54,7 km/h na cidade durante a manhã, obrigando a transferência das seções para áreas internas como bibliotecas e salas de informática.

A falta de energia também impôs barreiras físicas. Na Escola Adolival Pian, em Cascavel, o elevador ficou inoperante devido ao corte de eletricidade, que durou das 7h às 13h. A escritora Sandra Eloiza Lorenço, que possui dificuldade de locomoção, precisou ser carregada nos braços pelo sobrinho, João Antônio Lorenço de Bispo, para conseguir acessar a seção eleitoral e registrar seu voto.

Registros climáticos e normalização do serviço

O estado enfrentou um evento climático de proporções significativas. Laranjeiras do Sul registrou a maior rajada de vento, atingindo 124,2 km/h na madrugada de domingo. Outras cidades, como General Carneiro (94,3 km/h) e Santa Maria do Oeste (85,3 km/h), também sofreram com a intensidade do fenômeno. Em Guarapuava, os ventos chegaram a 79,2 km/h no distrito de Entre Rios.

Apesar do transtorno inicial, o trabalho das equipes de manutenção da Copel permitiu uma recuperação gradual da rede. Ao meio-dia de domingo, o número de unidades sem energia havia caído para 202,5 mil. O episódio reforça a importância da autonomia das urnas eletrônicas e da preparação logística da Justiça Eleitoral diante de imprevistos climáticos.

O Guarapuava no Radar segue acompanhando os desdobramentos do pleito e os impactos das condições meteorológicas na rotina dos paranaenses. Continue conosco para se manter informado com notícias apuradas, contexto regional e a cobertura completa dos temas que movem o nosso estado.

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