Um levantamento detalhado do Observatório das Big Techs, ligado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe à tona uma preocupante constatação: grandes plataformas digitais teriam descumprido as regras eleitorais brasileiras no dia do primeiro turno das eleições de 2026. O estudo aponta que redes sociais e mecanismos de busca, como Meta (que engloba Instagram, Facebook e WhatsApp), Kwai, Google, TikTok e YouTube, continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos em 4 de outubro, data crucial para a democracia brasileira.
A pesquisa identificou centenas de anúncios irregulares e recomendações de vídeos que, segundo a legislação eleitoral, deveriam ter sido suspensos. Este cenário levanta questões importantes sobre a capacidade de fiscalização e o compromisso das empresas de tecnologia em garantir a integridade do processo democrático, especialmente em um período tão sensível quanto o dia da votação.
O que diz a legislação eleitoral brasileira
As normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são claras quanto ao período de