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Dólar recua abaixo de R$ 5 e mercado financeiro busca equilíbrio após euforia eleitoral

Dólar recua abaixo de R$ 5 e mercado financeiro busca equilíbrio após euforia eleitoral
© REUTERS/Willy Kurniawan/ Proibido reprodução

O mercado financeiro brasileiro viveu, nesta terça-feira (6), um momento de reacomodação após a intensa euforia que marcou o pregão anterior. O grande destaque do dia foi a cotação da moeda americana, que fechou abaixo da marca psicológica de R$ 5,00 pela primeira vez desde maio. O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,975, refletindo uma queda de 0,55% e consolidando um cenário de otimismo dos investidores em relação aos rumos da economia nacional.

Câmbio e a reação do mercado ao cenário político

A trajetória de queda do dólar, que acumula uma desvalorização de 9,37% ao longo de 2026, está diretamente ligada às expectativas do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições. Analistas apontam que o fluxo de capital estrangeiro tem sido impulsionado pela percepção de que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros, sinalizando um ambiente mais favorável para o ajuste fiscal.

Além dos fatores internos, o real foi beneficiado por um movimento global de enfraquecimento da moeda americana. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, operou em queda, acompanhando a desvalorização da moeda frente a outros mercados emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. Esse alinhamento externo reforçou a tendência de baixa observada no Brasil.

Ibovespa realiza lucros após recordes

Após registrar uma valorização expressiva de 7,85% na segunda-feira, o Ibovespa passou por um natural processo de realização de lucros nesta terça-feira. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,52%, encerrando o dia aos 205.835,29 pontos. Apesar da leve queda, o patamar permanece robusto, mantendo-se acima da barreira dos 200 mil pontos, com um acumulado de alta de 10,46% apenas no mês de outubro.

O volume financeiro movimentado no pregão, que atingiu R$ 58,06 bilhões, demonstra que o interesse dos investidores continua elevado. O ajuste é visto por especialistas como uma etapa necessária após a euforia pós-eleitoral, que levou o índice a renovar máximas históricas no dia anterior. A dinâmica do mercado segue atenta aos próximos passos da transição política e aos indicadores econômicos que ditarão o ritmo dos investimentos até o fim do ano.

Commodities e o cenário internacional

No setor de commodities, o petróleo manteve uma postura de estabilidade, com os investidores pesando os riscos geopolíticos no Oriente Médio contra os sinais de oferta resiliente. O barril do tipo Brent fechou a US$ 100,58, enquanto o WTI encerrou a US$ 89,44. A cautela se justifica pelas tensões envolvendo rotas estratégicas de transporte, como o Estreito de Ormuz, e as constantes atualizações sobre a capacidade de exportação da Arábia Saudita.

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