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Dólar volta a superar a marca de R$ 5 em dia de ajuste no mercado financeiro

Dólar volta a superar a marca de R$ 5 em dia de ajuste no mercado financeiro
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro passou por um movimento de correção nesta quarta-feira (7), interrompendo a sequência de otimismo que marcou os dias seguintes ao primeiro turno das eleições. Após um período de forte valorização, o dólar voltou a ser cotado acima de R$ 5, enquanto o Ibovespa apresentou recuo, refletindo um cenário de cautela que se estendeu para além das fronteiras nacionais.

Pressão externa e o retorno do dólar ao patamar de R$ 5

A moeda americana encerrou o pregão com alta de 0,83%, sendo negociada a R$ 5,016. O movimento interrompeu dois dias consecutivos de queda, período em que a divisa havia acumulado uma desvalorização de 4,65%. Apesar da alta pontual, o dólar ainda mantém uma trajetória de queda de 3,94% na semana e de 8,62% no acumulado de 2026.

A pressão sobre o câmbio foi impulsionada, em grande parte, pelo cenário internacional. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, registrou alta de 0,36%. Esse fortalecimento da moeda americana é reflexo direto da valorização dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, cujas taxas para papéis de dez anos atingiram o maior patamar em 24 anos, chegando a 5,36% durante o dia.

Quando os juros em economias avançadas sobem, investidores tendem a retirar recursos de mercados emergentes, como o Brasil, em busca de maior segurança e rentabilidade nos títulos americanos. Esse movimento de fuga de capital pressiona a cotação do dólar e retira liquidez das bolsas locais.

Ibovespa em compasso de espera

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou o dia em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O volume financeiro movimentado no pregão atingiu R$ 57,2 bilhões, evidenciando que, apesar da realização de lucros, o mercado ainda mantém um nível considerável de atividade após o rali pós-eleitoral.

Mesmo com o recuo desta quarta-feira, o índice mantém um desempenho robusto no curto e médio prazo, com alta de 9,64% no mês e uma valorização expressiva de 26,8% no ano de 2026. O comportamento da bolsa brasileira acompanhou a tendência negativa das bolsas estadunidenses, como o S&P 500, que também encerrou o dia no campo negativo, refletindo a aversão ao risco global.

Tensões geopolíticas e a política monetária do Fed

Além da volatilidade cambial, os investidores monitoraram de perto os desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) revelou que, embora a taxa básica tenha sido elevada para a faixa de 3,75% a 4%, ainda existem divergências entre os dirigentes sobre os próximos passos para conter a inflação americana.

O mercado também segue atento ao preço das commodities. O petróleo do tipo Brent para dezembro manteve-se acima de US$ 100 por barril, sustentado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A persistência dos preços elevados da energia adiciona uma camada de incerteza sobre a trajetória da inflação global, fator que influencia diretamente as decisões de bancos centrais ao redor do mundo.

O Guarapuava no Radar segue acompanhando de perto os movimentos da economia e como o cenário nacional e internacional impacta o bolso do cidadão. Continue conosco para se manter informado com análises precisas e cobertura completa sobre os temas que movimentam o Brasil e o mundo.

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