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Alckmin cobra imparcialidade do TSE durante visita a Aparecida

Alckmin cobra imparcialidade do TSE durante visita a Aparecida
© geraldoalckmin_/Instagram

Alckmin defende isenção da Justiça Eleitoral

Durante visita ao Santuário Nacional de Aparecida, nesta segunda-feira (12), o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, manifestou-se sobre o papel da Justiça Eleitoral no atual cenário político brasileiro. O posicionamento ocorreu em um momento de intensos debates sobre a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os limites da regulação de conteúdos em plataformas digitais.

Ao ser questionado por jornalistas sobre a percepção de parcialidade na corte, Alckmin enfatizou a necessidade de equilíbrio institucional. “O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”, afirmou o vice-presidente após participar da missa solene em homenagem à padroeira do Brasil.

O tema ganhou tração após uma divergência interna no TSE. No último domingo (11), o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um canal no WhatsApp denominado “Exército do Lula”, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegava a disseminação de notícias falsas. Contudo, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que autorizou a reativação do espaço. Posteriormente, um relatório técnico do próprio TSE confirmou que não foram identificadas publicações falsas no referido canal.

Posicionamento sobre liberdade religiosa

Além das questões judiciais, a agenda de Alckmin em Aparecida também abordou o debate sobre a identidade religiosa do país. O vice-presidente foi interrogado sobre rumores de que grupos ligados à oposição estariam questionando o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Embora o candidato Flávio Bolsonaro tenha negado qualquer intenção de alterar o status da santa, o episódio trouxe à tona discussões sobre a tolerância entre diferentes credos.

Alckmin aproveitou a oportunidade para reforçar a importância do respeito mútuo. “O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos”, declarou. Ele também relembrou a legislação de 2003, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consolidou garantias fundamentais para a liberdade de crença no território nacional.

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