PUBLICIDADE

Entidades médicas emitem alerta sobre pedidos de mamografia digital

Entidades médicas emitem alerta sobre pedidos de mamografia digital
© José Cruz/Agência Brasil

Entidades médicas de referência na área da saúde feminina divulgaram novas orientações voltadas aos profissionais da medicina sobre a emissão correta de pedidos para exames de mamografia digital. A iniciativa busca evitar que falhas de preenchimento na prescrição resultem em negativas indevidas ou interpretações equivocadas por parte dos planos de saúde.

O documento orientativo foi elaborado conjuntamente pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O objetivo central é assegurar o acesso pleno à tecnologia, considerada fundamental para o rastreamento precoce, o diagnóstico preciso e o acompanhamento clínico de doenças mamárias.

Padronização de pedidos e exigências das operadoras

Desde o início de outubro, as operadoras de planos de saúde passaram a ter a obrigação regulatória de fornecer cobertura para o exame em formato digital independentemente da faixa etária ou do gênero do paciente, desde que haja indicação clínica fundamentada. No entanto, entidades do setor registraram casos em que pequenas imprecisões no texto do pedido médico serviram de justificativa para recusas ou para a realização do procedimento analógico convencional.

Especialistas destacam que a clareza na prescrição médica elimina margens para interpretações divergentes nos sistemas administrativos das empresas de saúde suplementar. Um direcionamento preciso resguarda tanto o paciente quanto o estabelecimento de saúde responsável pela execução do procedimento.

Recomendações técnicas para a prescrição

Para solucionar o problema e dar agilidade aos processos, as entidades médicas estabeleceram critérios práticos que devem ser seguidos no preenchimento das guias. Entre as principais recomendações estão:

  • Escrever de forma expressa o termo mamografia digital, evitando nomenclaturas genéricas.
  • Detalhar a finalidade clínica do procedimento, indicando se é para rastreamento ou investigação.
  • Especificar quando o exame serve para controle de alguma alteração mamária prévia.
  • Informar a necessidade de acompanhamento periódico de tratamentos em andamento.

Além dos consultórios médicos, a rede prestadora de serviços e as operadoras de planos de saúde também precisam adaptar seus fluxos internos, formulários e sistemas eletrônicos para absorver corretamente as novas diretrizes normativas vigentes.

Ampliação do acesso e evolução tecnológica

A discussão ganha relevância após mudanças recentes nas regras de cobertura obrigatória, que antes restringiam o acesso à tecnologia digital para determinadas faixas etárias. Com a queda das barreiras de idade e gênero, o foco agora recae sobre a qualidade da informação que transita entre o médico solicitante e o operador do plano.

A modalidade digital oferece vantagens expressivas para o diagnóstico médico, incluindo o armazenamento seguro das imagens em bancos de dados e a facilidade no compartilhamento de arquivos entre diferentes especialistas, o que otimiza o monitoramento da saúde do paciente ao longo do tempo.

Continue acompanhando o portal Guarapuava no Radar para manter-se informado sobre as principais notícias de saúde, comportamento e utilidade pública que impactam o dia a dia da sociedade, sempre com apuração rigorosa e contexto de qualidade.

Leia mais

PUBLICIDADE