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Empresário confessa embriaguez, paga fiança de R$ 32 mil e é solto após morte de vigilante em Londrina

Empresário confessa embriaguez, paga fiança de R$ 32 mil e é solto após morte de vigilante em Londrina
Foto: Kathulin Tanan/RPC

Um caso de homicídio no trânsito gerou forte comoção e debate na região norte do estado. João Henrique Venturine Vecchi, de 37 anos, deixou a prisão após passar por audiência de custódia e efetuar o pagamento de uma fiança estipulada em R$ 32.420. A liberação ocorreu na manhã de quinta-feira (30), apenas um dia após o trágico atropelamento que resultou na morte do vigilante Lucas Orozimbo, de 32 anos, em Londrina.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, o motorista confessou ter consumido bebidas alcoólicas antes de assumir a direção do veículo. O caso mobilizou autoridades locais e familiares da vítima, que cobram rigor da justiça diante da gravidade da ocorrência registrada nas ruas centrais do município paranaense.

Dinâmica do acidente e confissão do motorista

A colisão que vitimou o motociclista foi registrada por câmeras de segurança instaladas na região. Nas imagens, a vítima aparece pilotando sua moto pela Rua Goiás quando, ao atingir o cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, é violentamente atingida pelo automóvel conduzido pelo empresário. Com o impacto, o veículo arrastou a motocicleta por vários metros até colidir contra um poste.

Após a batida, a Polícia Militar do Paraná foi acionada para atender a ocorrência. O condutor se recusou a realizar o teste do bafômetro no local, mas acabou autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a incidência do agravante de embriaguez. Em depoimento prestado à polícia, o suspeito admitiu que havia ingerido álcool em um estabelecimento comercial poucas horas antes do choque.

O delegado responsável pelo caso apontou indícios de que o automóvel trafegava em velocidade incompatível com a via pública. A confirmação oficial dependerá dos laudos técnicos elaborados pelo Instituto de Criminalística.

Medidas cautelares e repercussão jurídica

Apesar da gravidade dos fatos e da confissão da ingestão de álcool, a Justiça entendeu por conceder a liberdade provisória mediante o cumprimento de exigências rigorosas. Entre as determinações impostas na decisão da audiência de custódia estão o recolhimento e a imediata suspensão da Carteira Nacional de Habilitação do investigado.

Além disso, o empresário ficou submetido a medidas cautelares restritivas, que incluem a proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos similares, bem como a obrigação de permanecer em domicílio no período noturno, a partir das 20h. A defesa técnica do motorista emitiu nota oficial manifestando profundo pesar pelo falecimento do trabalhador e informou que se manifestará exclusivamente nos autos do processo perante o Poder Judiciário.

Dor da família e despedida em Londrina

O impacto da tragédia devastou a rotina dos familiares da vítima. O corpo do vigilante foi sepultado na sexta-feira (31), no cemitério Jardim da Saudade, em clima de revolta e forte comoção pública. Lucas Orozimbo trabalhava fazendo rondas de segurança na região e era o principal responsável pelo sustento de seu filho de sete anos.

O irmão da vítima relatou que soube do ocorrido de maneira trágica, ao visualizar vídeos do acidente compartilhados nas redes sociais enquanto realizava compromissos familiares pela manhã. A repercussão do caso mobilizou a comunidade local, que utilizou plataformas digitais para expressar solidariedade aos entes queridos e cobrar celeridade na apuração das responsabilidades criminais.

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