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Pesca Ilegal em Usina de Pinhão: Seis Pessoas Presas com Mais de 90 kg de Dourados e Arma Após Flagrante por Câmeras

G1

Uma operação conjunta da Polícia Militar Ambiental e da equipe de vigilância da Usina Hidrelétrica Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia), localizada no município de Pinhão, região central do Paraná, resultou na prisão de seis pessoas por pesca ilegal. O flagrante, possibilitado por câmeras de monitoramento, levou à apreensão de mais de 90 quilos de peixes da espécie dourado, cuja pesca é proibida, além de vasto material de pesca predatória e uma arma de fogo calibre .38. A ação destaca a crescente sofisticação no combate a crimes ambientais e a importância da fiscalização em áreas de preservação.

A Operação: Tecnologia a Serviço da Preservação

O monitoramento contínuo da Usina de Foz do Areia foi crucial para o sucesso da operação, realizada entre o sábado e o domingo. A equipe de segurança da hidrelétrica, ao constatar a presença de duas embarcações em atividade de pesca predatória em local estritamente proibido – abaixo da barragem –, prontamente acionou a Polícia Militar Ambiental. As imagens das câmeras de vigilância não apenas confirmaram a ilegalidade da pesca, mas também auxiliaram na localização dos infratores e de sua base de apoio.

Com as informações em mãos, as forças policiais montaram um cerco coordenado, combinando abordagens aquáticas e terrestres. Além das embarcações, os agentes descobriram uma casa de veraneio nas proximidades, utilizada como base pelos pescadores para o armazenamento dos materiais e do pescado. Essa estratégia revela um planejamento por parte dos infratores, evidenciando que a pesca ilegal não se resume a uma atividade oportunista, mas pode envolver uma estrutura mais organizada.

O Dourado: Espécie Proibida e a Luta por sua Conservação

Entre as apreensões, o destaque vai para os mais de 92 quilos de peixes da espécie dourado (Salminus brasiliensis). Conhecido como “rei do rio” pela sua beleza e força, o dourado é um peixe de grande valor ecológico e econômico, sendo um predador de topo na cadeia alimentar aquática. Sua pesca e transporte são rigorosamente proibidos por lei em diversas bacias hidrográficas brasileiras, incluindo a bacia do Rio Iguaçu, onde a Usina Foz do Areia está inserida. A moratória da pesca do dourado visa proteger os estoques naturais da espécie, que sofreu um declínio significativo devido à pesca predatória e à degradação ambiental ao longo das últimas décadas.

A captura do dourado, especialmente em volumes tão expressivos, representa um grave golpe para a biodiversidade aquática e os esforços de conservação. A espécie desempenha um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas fluviais, e sua preservação é essencial para a manutenção da saúde dos rios e para a pesca sustentável de outras espécies no futuro. A reintrodução e o repovoamento são processos lentos e custosos, o que torna a prevenção da pesca ilegal uma prioridade.

Materiais Proibidos e Porte Ilegal de Arma de Fogo

A operação também revelou a utilização de petrechos de pesca proibidos, como redes de emalhar, espinhéis e tarrafas. Esses equipamentos são considerados predatórios porque capturam peixes de forma indiscriminada, sem respeitar tamanhos mínimos ou períodos de defeso, causando um impacto devastador na população de peixes de um rio. Em uma das embarcações, foram encontrados 15 metros de redes de emalhar, 250 metros de espinhel e duas tarrafas, todos ocultos em compartimentos, o que sugere a intenção de burlar a fiscalização.

Além das infrações ambientais, a presença de um revólver calibre .38, com munições, em uma das embarcações, e uma munição adicional na casa de veraneio, agrava a situação dos detidos. O porte ilegal de arma de fogo adiciona uma camada de periculosidade à atividade e reforça a necessidade de um combate rigoroso a esses crimes, que frequentemente se entrelaçam com outras ilegalidades.

Consequências Legais e o Impacto na Comunidade

Os seis indivíduos foram autuados por diversos crimes ambientais, incluindo pesca em local proibido, uso de petrechos proibidos e captura de espécie protegida. Um deles responderá também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Todos os presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pinhão, juntamente com a arma, munições, embarcações e todo o material de pesca apreendido. As autuações administrativas ambientais serão lavradas posteriormente, integrando o inquérito policial e resultando em multas que podem ser bastante elevadas, além das sanções penais.

Este episódio ressalta a importância da vigilância contínua em áreas de sensibilidade ambiental, como as represas de usinas hidrelétricas, que são ecossistemas complexos e vitais. A pesca predatória não afeta apenas o meio ambiente, mas também impacta negativamente as comunidades ribeirinhas e os pescadores artesanais que atuam legalmente, uma vez que diminui os estoques pesqueiros e compromete a sustentabilidade da atividade para todos.

A atuação das forças de segurança, aliada à tecnologia de monitoramento, demonstra um avanço na capacidade de resposta contra crimes que minam nossos recursos naturais. Para o Guarapuava no Radar, é fundamental continuar acompanhando casos como este, que colocam em evidência a constante luta pela preservação ambiental e a aplicação da lei em nossa região. Mantenha-se informado conosco sobre esses e outros temas relevantes que afetam a vida e o futuro do Paraná.

Fonte: https://g1.globo.com

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