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TCE-SP aprova com ressalvas as contas do governo Tarcísio para 2025

© Lula Marques/Agência Brasil.

O Plenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) chancelou, nesta quarta-feira (17), a prestação de contas que delineia as diretrizes e projeções fiscais do governo de Tarcísio de Freitas para o ano de 2025. A decisão, tomada por unanimidade, veio acompanhada de um conjunto de ressalvas que sinalizam preocupações significativas em áreas cruciais da gestão pública paulista, indicando a necessidade de aprimoramentos e maior transparência.

Embora o ano fiscal de 2025 ainda esteja por vir, a análise do TCESP sobre as projeções e planos apresentados é um ato de fiscalização preventiva e orientativa. Essa aprovação com ressalvas não é um atestado de plena conformidade, mas um alerta formal de que, apesar da validação geral, há pontos de atenção que demandam correção ou maior clareza por parte do Poder Executivo. As observações do Tribunal incidem diretamente sobre a saúde financeira do estado, a gestão previdenciária dos servidores e a fiscalização dos serviços delegados à iniciativa privada, temas de grande relevância para a população.

Os pontos críticos levantados pelo relator

O parecer, relatado pelo conselheiro Marco Bertaiolli e endossado por todo o colegiado, apontou para falhas e lacunas que comprometem a plena transparência e a eficiência da gestão. Entre as principais críticas, destacou-se o sigilo mantido pela Secretaria da Fazenda em relação às renúncias fiscais. As renúncias de receita, que consistem em benefícios fiscais concedidos a empresas ou setores específicos, representam um volume substancial de recursos que deixam de ingressar nos cofres públicos. A falta de dados detalhados e acessíveis sobre essas desonerações dificulta o controle social e a avaliação de sua efetividade e justiça fiscal, gerando questionamentos sobre a priorização dos gastos e a equidade tributária.

Outro pilar da preocupação do TCESP reside na fiscalização deficiente de contratos de rodovias privatizadas e na falta de controle adequado sobre serviços concedidos à iniciativa privada, bem como a hospitais geridos por organizações sociais (OSs). A delegação de serviços públicos para o setor privado é uma política amplamente adotada, mas exige um aparato de fiscalização robusto para garantir que a qualidade, a oferta e os custos estejam em linha com o interesse público. O conselheiro Bertaiolli enfatizou a urgência de aprimorar a estrutura estatal para o exercício da regulação e fiscalização, citando em seu parecer que “os resultados da auditoria confirmam as observações introdutórias desse voto no sentido do imperioso aprimoramento da estrutura do estado para o exercício da regulação e fiscalização dos serviços públicos diretamente executados por entidades privadas”.

Um padrão de alertas: histórico e relevância

As ressalvas sobre as contas de 2025 não são um fato isolado. O Tribunal de Contas já havia manifestado preocupação similar em suas análises dos relatórios de 2023 e 2024, que também foram aprovados com observações. A reincidência de questões relacionadas às renúncias de receitas e à gestão previdenciária sublinha um desafio contínuo para a administração estadual. Para o cidadão comum, esses pontos são cruciais: a gestão previdenciária afeta diretamente a segurança financeira dos futuros aposentados e a sustentabilidade do sistema; a transparência nas renúncias fiscais permite entender para onde o dinheiro público está sendo direcionado (ou deixando de ser arrecadado) e se os benefícios concedidos se revertem em desenvolvimento socioeconômico para o estado. A fiscalização de serviços privatizados, por sua vez, impacta a qualidade de vida e a segurança dos usuários, seja em estradas ou na rede de saúde.

Transparência e accountability: pilares da gestão pública

As questões levantadas pelo TCESP reverberam em debates nacionais sobre a responsabilidade fiscal e a accountability. Em um cenário de crescentes parcerias público-privadas e de pressões orçamentárias, a capacidade do Estado de fiscalizar e regular se torna mais crítica do que nunca. O caso de São Paulo, o mais populoso e economicamente pujante estado do Brasil, serve como um termômetro para a qualidade da governança e a eficácia dos mecanismos de controle. As ressalvas do Tribunal são um chamado à ação para que o governo paulista não apenas corrija as deficiências apontadas, mas também promova uma cultura de maior abertura e rigor na administração dos recursos e serviços públicos, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas.

Próximos passos e a fiscalização contínua

A aprovação com ressalvas implica que o governo do estado deverá apresentar planos de ação e demonstrações de que as preocupações do TCESP estão sendo endereçadas. O Tribunal acompanhará de perto a implementação das medidas corretivas, e a sociedade, por sua vez, manterá a expectativa de que a gestão adote posturas mais transparentes e eficazes. Esse processo contínuo de fiscalização é vital para a saúde democrática e financeira de São Paulo, garantindo que os recursos públicos sejam geridos com a máxima probidade e em benefício de todos os cidadãos.

Manter-se informado sobre as decisões dos órgãos de controle e sobre a gestão dos recursos públicos é fundamental para a cidadania. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes sobre governança, economia e o impacto das políticas públicas na vida das pessoas, continue acessando o Guarapuava no Radar. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada, permitindo que você compreenda a fundo os temas que moldam a sua realidade e a de Guarapuava e região.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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