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Adolescente de 14 anos é encontrada morta em Foz do Iguaçu; amigo confessa crime e polícia investiga motivação

G1

Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, foi palco de um crime chocante que abalou a comunidade local e colocou em xeque laços de confiança e amizade. Iasmyn Eckhardt da Silva, uma adolescente de apenas 14 anos, foi encontrada morta em uma área de mata no bairro Portal da Foz, no último domingo (14) de janeiro. A reviravolta no caso veio com a prisão e confissão de Carlos Eduardo Bazani Pereira, de 18 anos, que era amigo da vítima e agora é o principal suspeito de tirar a vida da jovem, levando consigo pertences da adolescente após o crime.

A descoberta do corpo de Iasmyn, seminua e com ferimentos graves na cabeça e no rosto, mobilizou as forças de segurança da cidade. Em uma rápida ação, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, conseguiu identificar e prender Carlos Eduardo na quarta-feira (17), apenas três dias após o triste achado. Durante o depoimento, o jovem confessou o assassinato, mas sua versão dos fatos levanta questões que a investigação ainda busca elucidar, especialmente diante do contraponto veemente da família da vítima.

A Identificação do Suspeito e as Primeiras Pistas

A investigação inicial da Polícia Civil foi crucial para a rápida elucidação da autoria do crime. Segundo o delegado Marcelo Pereira Dias, a análise minuciosa de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local onde o corpo de Iasmyn foi encontrado permitiu identificar que a adolescente chegou à área de mata acompanhada de um jovem. Este indivíduo, posteriormente, foi reconhecido por familiares da vítima como Carlos Eduardo Bazani Pereira, um amigo próximo de Iasmyn, que frequentava a casa da família.

Com a identificação, a polícia realizou buscas na residência do suspeito. Lá, foram encontrados objetos que pertenciam à Iasmyn: o celular da adolescente e um par de chinelos. Além disso, as roupas que Carlos Eduardo usava no dia do crime foram apreendidas e apresentavam manchas que a perícia confirmou ser sangue. A posse dos pertences da vítima, além de reforçar a autoria do homicídio, levou a Polícia Civil a indiciar o suspeito também pelo crime de furto, adicionando mais uma camada de gravidade ao caso.

A Versão do Suspeito: Um Enredo Contestado

Levado à Delegacia de Homicídios de Foz do Iguaçu, Carlos Eduardo Bazani Pereira confessou o assassinato de Iasmyn. Em seu depoimento, ele relatou ter atraído a adolescente até a área de mata sob o pretexto de buscarem uma porção de droga. No local, o suspeito admitiu ter agredido a vítima repetidamente com um tijolo na região da cabeça, causando sua morte. Um tijolo com vestígios de sangue foi de fato encontrado na cena do crime, corroborando essa parte da narrativa.

Contudo, a motivação apresentada por Carlos Eduardo gerou controvérsia. Ele alegou ter sido ameaçado por outro homem, também conhecido de Iasmyn, e, por isso, teria passado a desconfiar da adolescente, acreditando que ela estaria participando de uma 'armadilha' ou 'casinha' contra ele. O suspeito negou ter cometido violência sexual e afirmou que o crime não foi premeditado, alegando que deixou a vítima vestida ao sair do local. Apesar de sua confissão, a Polícia Civil mantém as investigações abertas para verificar todas as circunstâncias do crime e não descarta a possível participação de outras pessoas ou outros motivos, dada a complexidade e brutalidade do assassinato.

O Contraponto da Família: Descrença e Dor

A versão do suspeito foi recebida com descrença e revolta pela família de Iasmyn. Elizani Rotela, tia da adolescente, contestou veementemente a justificativa apresentada por Carlos Eduardo, afirmando que a sobrinha não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas. Ela enfatizou a relação de confiança que Iasmyn nutria pelo suspeito, que era um amigo próximo e frequentador assíduo da casa da família. 'Ela considerava ele como um amigo dela. Essa história de que a Iasmyn estava formando uma 'casinha' para ele é mentira. Ele só usou da amizade para fazer o que ele sempre quis, que não ia ter consentimento algum da parte da Iasmyn, porque ela não tinha interesse nele', declarou a tia, em meio à dor e indignação.

A família detalhou como Iasmyn saiu de casa na noite do crime. Segundo eles, a adolescente recebeu uma mensagem de Carlos Eduardo pedindo ajuda para recuperar uma motocicleta que supostamente teria apresentado problemas. Preocupada com o amigo, Iasmyn saiu para encontrá-lo, mas nunca mais retornou, selando um trágico destino que agora deixa seus entes queridos em luto e em busca de respostas completas e justiça. A família reforça que Iasmyn, uma estudante, estava prestes a completar 15 anos em 9 de julho, um marco de vida que lhe foi brutalmente roubado.

A Relevância do Caso e Próximos Passos

O assassinato de Iasmyn Eckhardt da Silva, em um contexto onde a confiança foi traída por um amigo, ressalta a complexidade da violência urbana e a vulnerabilidade de jovens. A forma brutal como o crime foi cometido e a posterior tentativa de encobrir evidências com a subtração de objetos da vítima, além do estado seminua do corpo, são pontos cruciais que demandam uma investigação aprofundada para que todos os detalhes sejam esclarecidos e a motivação real, se houver além da alegada pelo suspeito, venha à tona. Testemunhas também relataram ter ouvido uma discussão e gritos por socorro na região, seguidos pela saída de dois veículos do local, levantando a possibilidade de que o crime possa ter nuances ainda não reveladas.

Com a prisão preventiva decretada, Carlos Eduardo Bazani Pereira permanece detido na Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, aguardando o desfecho do inquérito policial. A Polícia Civil espera concluir as investigações nos próximos dias, consolidando as provas e circunstâncias que cercam a morte de Iasmyn. O caso, de grande repercussão em Foz do Iguaçu e região, serve como um triste lembrete da importância da vigilância e do apoio às famílias enlutadas por crimes que ceifam vidas jovens e promissoras.

O caso de Iasmyn Eckhardt da Silva continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades e pela comunidade. O Guarapuava no Radar permanece atento aos desdobramentos, comprometido em trazer informação atualizada, contextualizada e relevante para seus leitores. Acompanhe nosso portal para mais notícias e análises aprofundadas sobre este e outros temas que impactam a região e o país, sempre com o rigor jornalístico que você já conhece.

Fonte: https://g1.globo.com

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