A tradicional grama verde do All England Club, em Londres, palco do prestigiado Torneio de Wimbledon, testemunhou uma quinta-feira (2 de julho) de desafios para a delegação brasileira. Os representantes do país na chave masculina de duplas enfrentaram um dia difícil, resultando em duas eliminações importantes que alteram o cenário da participação nacional em um dos mais emblemáticos Grand Slams do circuito mundial de tênis. Embora os reveses causem frustração, a jornada brasileira no torneio segue com outras esperanças em quadra.
As quedas na chave de duplas
Entre os confrontos que definiram o panorama do dia, a parceria totalmente brasileira formada pelo gaúcho Rafael Matos e o catarinense Orlando Luz (respectivamente 35º e 49º no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais – ATP) não conseguiu avançar. Eles foram superados logo na primeira rodada por uma dupla francesa determinada, composta por Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º). Em pouco mais de uma hora de jogo, os franceses impuseram um ritmo forte, vencendo por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, frustrando as expectativas de uma campanha mais longa para os brasileiros.
Outra dupla a se despedir foi a do gaúcho Marcelo Demoliner (65º), que fez parceria com o indiano Sriram Balaji (59º). Após um início promissor, a dupla não resistiu à virada imposta pelo belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º). O placar final marcou 2 sets a 1 para os europeus, com parciais de 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4, em um duelo que se estendeu por cerca de duas horas. A eliminação dessas duplas na fase inicial sinaliza um começo desafiador para o Brasil nas duplas masculinas deste Grand Slam, historicamente um palco de grandes momentos para o tênis nacional.
Entre altos e baixos: a quarta-feira e a esperança de Romboli
A jornada brasileira em Wimbledon já havia tido seus momentos de turbulência e esperança na quarta-feira (1º). O experiente mineiro Marcelo Melo (44º), campeão de Wimbledon em 2017 – um feito que ressoa na história do tênis brasileiro –, ao lado do argentino Andrés Molteni (45º), também não conseguiu superar seus adversários. Eles foram derrotados pelo croata Nikola Mektic (20º) e o norte-americano Austin Krajicek (55º) por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 4/6 e 6/2, em uma hora e 48 minutos de jogo. Melo, com a lucidez de sua experiência, comentou após a partida, por meio de sua assessoria de imprensa: "Conseguimos entrar em jogo depois, mudar o momento. Mas, no terceiro set, quebraram [expressão usada quando o tenista vence o game em que o adversário está sacando] bem no começo e acabou atrapalhando um pouco a maneira como vínhamos jogando. Acho que essa quebra definiu o final".
Contudo, em meio aos reveses, a esperança brasileira na chave masculina de duplas recai sobre o carioca Fernando Romboli (83º do mundo). Na mesma quarta-feira, Romboli, em parceria com o australiano John-Patrick Smith (60º), protagonizou uma emocionante vitória na primeira rodada. Eles superaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples) em um confronto de 2 sets a 1, com parciais eletrizantes de 5/7, 7/6 (11-9) e 7/6 (10-8), após duas horas e 33 minutos de intensa disputa. A resiliência demonstrada por Romboli e Smith mantém viva a bandeira do Brasil na competição, e a expectativa agora se volta para a definição de seus próximos adversários na segunda rodada.
Os próximos capítulos: Stefani e Fonseca em quadra
Apesar das eliminações nas duplas masculinas, a jornada brasileira em Wimbledon está longe de terminar. A torcida se volta agora para outras estrelas do país. Nesta sexta-feira (3), a paulista Luisa Stefani, uma das principais duplistas do mundo e número sete do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA), fará sua estreia. Ao lado de sua parceira habitual, a canadense Gabriela Dabrowski (3ª), Stefani enfrentará a dupla formada pela polonesa Alicja Rosolska (com histórico de top 25 em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (que já figurou entre as 15 melhores em 2021). A performance de Stefani e Dabrowski, uma das duplas mais sólidas do circuito, é acompanhada de perto, dada a sua capacidade de ir longe nos Grand Slams.
No torneio masculino individual, o jovem talento carioca João Fonseca (27º no ranking de simples da ATP) continua sua campanha notável. Fonseca terá pela frente o russo Roman Safiullin (132º) às 7h (horário de Brasília) desta sexta-feira, em um confronto pela terceira rodada. Uma vitória neste jogo o levaria às oitavas de final, isolando sua campanha de 2024 como a melhor de sua promissora carreira em Wimbledon. A performance de Fonseca é um sopro de renovação para o tênis brasileiro e a cada partida ele reafirma seu potencial em um palco de tanto prestígio.
A importância da representação brasileira em torneios de elite
A participação de atletas brasileiros em Grand Slams como Wimbledon transcende a quadra, inspirando novas gerações e impulsionando o interesse pelo tênis no país. Mesmo diante de reveses, a presença contínua de nossos tenistas é um testemunho da persistência e do talento nacional. Eles carregam a esperança de milhares de fãs, atuando como embaixadores do esporte e demonstrando a capacidade de competir no mais alto nível global. Para os leitores do Guarapuava no Radar, acompanhar esses eventos é mergulhar em um universo de esporte, cultura e superação, conectando-se com as histórias que movem o cenário esportivo internacional.
Acompanhe o Guarapuava no Radar para ficar por dentro de todas as novidades de Wimbledon e de outros eventos importantes do cenário esportivo nacional e internacional. Nosso compromisso é levar informação relevante, atual e contextualizada, oferecendo uma cobertura aprofundada que vai além do placar, conectando você com os fatos que realmente importam. Continue navegando conosco para uma experiência jornalística completa e diversificada.