Espaço amplia o acesso da população ao patrimônio cultural paranaense e recebe a exposição “Objetos da Memória: Tecnologias do Olhar e do Ouvir”, com entrada gratuita
Guarapuava passou a integrar a rede de unidades satélites do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), iniciativa do Governo do Estado que busca descentralizar o acesso aos acervos culturais paranaenses. A inauguração ocorreu nesta quinta-feira (2), no espaço localizado em anexo ao Antigo Fórum, no Centro da cidade.
A implantação da unidade faz parte de uma política pública voltada à interiorização da cultura, permitindo que moradores de diferentes regiões do Paraná tenham acesso a parte do acervo dos museus estaduais, que reúne mais de três milhões de itens, entre fotografias, filmes, documentos, equipamentos e objetos históricos.
Com a inauguração, Guarapuava torna-se a oitava cidade do estado a receber uma unidade satélite do MIS-PR, fortalecendo a preservação da memória e aproximando a população de importantes referências da história da imagem, do som e do audiovisual.
Para a vereadora Rita Felchak (MDB), a chegada do museu representa a realização de uma antiga reivindicação e reforça a importância de preservar a história para as futuras gerações.”Na verdade, é um sonho antigo, uma reivindicação antiga, porque a descentralização desse museu garante uma conexão da criança, do jovem, do adulto, do idoso, do passado, do presente, com o futuro. Então a importância de conhecer para preservar e para também se orgulhar da nossa história, nós somos responsáveis por guardar, cuidar da nossa história e das nossas memórias”, comentou a vereadora.
A primeira exposição da unidade guarapuavana é “Objetos da Memória: Tecnologias do Olhar e do Ouvir”. A mostra apresenta um recorte do acervo tridimensional do Museu da Imagem e do Som do Paraná, reunindo equipamentos que marcaram a evolução da fotografia, da reprodução sonora e do audiovisual ao longo do século XX.
Segundo a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, aproximar esse patrimônio da população fortalece o sentimento de pertencimento e valoriza a identidade regional. “Quem não tem passado, não tem futuro. Então, a gente poder trazer um pouco do que estava dentro do nosso acervo do Museu da Imagem e do Som relacionado à região Centro-Oeste para que as pessoas que venham visitar possam vivenciar o que aconteceu no passado. Isso é muito importante, porque gera pertencimento, é importante para nossa cidadania e para a construção da nossa autoestima”, afirmou Luciana.
Além de apresentar equipamentos históricos, a exposição propõe uma reflexão sobre como as tecnologias transformaram a maneira de registrar imagens, sons e memórias ao longo das décadas.
Entre os primeiros visitantes estava a jovem artista Maria Paixão, que destacou como conhecer os equipamentos do passado contribui para ampliar a visão sobre o presente e inspirar novas possibilidades para o futuro. “Eu acho muito bacana ter acesso a essas coisas que agora não são mais usadas, porque a gente tem muito acesso à informação, à música e à imagem a todo momento. Saber como era antes, como o acesso era limitado, também ajuda a gente a pensar em como podemos fazer coisas diferentes no nosso futuro”, pontuou a jovem.
Com entrada gratuita, a unidade satélite passa a integrar o circuito cultural de Guarapuava, oferecendo à comunidade um novo espaço de preservação da memória e de valorização da história da fotografia, do som e do audiovisual no Paraná.