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Manobra perigosa termina em morte de casal venezuelano no Paraná

Manobra perigosa termina em morte de casal venezuelano no Paraná
Foto: PM-PR

Um grave incidente registrado na noite de um sábado em Francisco Alves, no Noroeste do Paraná, resultou na morte de um casal de nacionalidade venezuelana. As vítimas foram atingidas enquanto estavam sentadas em cadeiras na calçada de uma via pública, após um motorista perder o controle do veículo ao tentar realizar uma manobra arriscada conhecida popularmente como ‘cavalinho de pau’.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais, o condutor do automóvel executava a manobra em alta velocidade quando derrapou, colidiu contra outros dois carros que estavam estacionados e invadiu a calçada onde as pessoas repousavam. O impacto violento mobilizou equipes de socorro para o atendimento imediato das vítimas atingidas pelo automóvel desgovernado.

Atendimento de emergência e tragédia na calçada

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado rapidamente para prestar os primeiros socorros às quatro pessoas que foram atingidas durante o atropelamento na área urbana do município paranaense.

Entre as vítimas socorridas pelas equipes médicas estavam uma mulher de 23 anos e um bebê de um ano. No entanto, o casal formado por Mirialbis Aleisber Obdulio Yanes, de 39 anos, e Deibis Francisco Guzman Salazar, de 43, não resistiu à gravidade dos ferimentos e acabou falecendo ainda no local da ocorrência.

Prisão em flagrante e sinais de embriaguez

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) realizou a abordagem do condutor do veículo diretamente no interior do automóvel logo após o acidente. Os policiais constatataram que o motorista de 31 anos apresentava características físicas e comportamentais típicas de quem havia consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção.

  • Sonolência acentuada
  • Olhos vermelhos
  • Fala desconexa e confusa
  • Recusa em realizar o teste do bafômetro

Diante da recusa em soprar o etilômetro, os agentes da segurança pública elaboraram um Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora para registrar formalmente a condição do motorista. O boletim de ocorrência classificou o episódio preliminarmente como crime de lesão corporal de natureza gravíssima e homicídio.

Desdobramentos policiais e investigação

Após passar por uma avaliação médica obrigatória para atestar seu estado de saúde, o condutor responsável pelo atropelamento foi conduzido sob custódia para a Delegacia de Polícia Civil de Iporã, órgão responsável por conduzir as investigações sobre o caso.

O caso gerou forte comoção entre os moradores da região noroeste do estado e repercutiu amplamente devido à imprudência no trânsito urbano. As autoridades seguem com os procedimentos legais cabíveis para apurar todas as responsabilidades criminais decorrentes do atropelamento fatal.

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