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Bonde elétrico metropolitano encerra testes após investimento milionário

Bonde elétrico metropolitano encerra testes após investimento milionário
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba passou por uma importante fase de avaliação tecnológica nos últimos meses. O chamado Bonde Urbano Digital encerrou suas operações práticas após um período de testes que durou dez meses, envolvendo um aporte financeiro expressivo e avaliações detalhadas sobre sua viabilidade operacional no trajeto que liga duas cidades da Grande Curitiba.

O projeto piloto representou um marco na discussão sobre mobilidade urbana sustentável na região. Com a conclusão desta etapa contratual, o futuro do modal agora passa para a esfera de planejamento estratégico do governo estadual, que analisará os dados coletados para definir os próximos passos de investimento em infraestrutura de transporte.

Tecnologia inovadora guiada por indução magnética

Diferente dos sistemas tradicionais sobre trilhos físicos, o veículo adotou uma proposta tecnológica baseada em orientação autônoma no asfalto. A condução ocorreu por meio de indução magnética, utilizando pequenos dispositivos instalados na pista a cada metro, o que criou um corredor virtual de circulação para o equipamento 100% elétrico.

A operação diária integrou o Terminal de Pinhais ao Terminal São Roque, em Piraquara, percorrendo um trecho de aproximadamente 10 quilômetros pela Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel e pela Avenida Ayrton Senna da Silva. Durante o percurso, o modal atingiu velocidades de até 70 km/h, operando com motorização limpa e baterias de alta capacidade.

Balanço operacional e aprovação dos passageiros

Durante os dez meses de funcionamento, o sistema registrou números expressivos de atendimento à população metropolitana. Foram realizadas centenas de viagens regulares que transportaram milhares de passageiros, mantendo a mesma tarifa cobrada pelas linhas convencionais de ônibus da região.

  • 633 viagens realizadas ao longo do período de testes.
  • 10.879 passageiros transportados entre Pinhais e Piraquara.
  • 93,1% de aprovação registrada em pesquisa de satisfação dos usuários.
  • 6.433 quilômetros percorridos em operação contínua.

Além do transporte de passageiros, a fase serviu para monitorar aspectos técnicos fundamentais, como consumo energético, desempenho acústico, sistemas de segurança e conforto térmico. Os dados consolidados foram repassados à Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná para subsidiar futuras decisões logísticas.

Próximos passos e futuro do projeto estadual

A definição sobre a permanência ou expansão definitiva do sistema de transporte caberá exclusivamente à próxima gestão do Governo do Estado. A agência metropolitana utilizará as informações técnicas para comparar o desempenho do veículo com outras alternativas de média e alta capacidade, como o Veículo Leve sobre Trilhos e o BRT elétrico.

Caso o governo decida avançar com a tecnologia em uma nova etapa, serão necessários estudos específicos para a implantação de garagens, estações de embarque, centrais de energia e oficinas de manutenção. Enquanto isso, o veículo utilizado nos testes será devolvido à fabricante chinesa conforme as cláusulas contratuais firmadas inicialmente.

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