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Candidatos ao Senado pelo Paraná apresentam propostas em sabatinas da RPC

Candidatos ao Senado pelo Paraná apresentam propostas em sabatinas da RPC
Foto: Reprodução

A reta final da corrida eleitoral no Paraná ganhou um novo capítulo com a série de entrevistas realizada pela RPC, afiliada da TV Globo. Ao longo da última semana, os nove postulantes ao Senado Federal tiveram a oportunidade de expor suas plataformas e visões de mundo para o eleitorado paranaense no telejornal Meio-Dia Paraná. O formato, que incluiu sabatinas ao vivo de 30 minutos para os cinco nomes mais bem posicionados na pesquisa Quaest, buscou oferecer clareza sobre os projetos que cada candidato pretende levar a Brasília.

Diversidade de pautas e visões sobre o Brasil

As discussões abordaram temas que vão desde a economia e o mercado de trabalho até questões estruturais de segurança pública e a relação entre os poderes. O candidato Alexandre Curi (Republicanos) trouxe ao debate a jornada de trabalho, defendendo o fim da escala 6×1, desde que acompanhada de compensações tributárias para proteger micro e pequenos empresários. Já Cristina Graeml (PSD) focou na crítica ao financiamento de campanhas, prometendo lutar pelo fim do Fundo Eleitoral, apesar de ter utilizado recursos públicos nesta disputa.

O cenário jurídico também esteve em pauta. Deltan Dallagnol (Novo) reafirmou sua elegibilidade, contestando os impedimentos que levaram à cassação de seu mandato anterior. Por outro lado, Gleisi Hoffmann (PT) abordou a atuação do Legislativo frente ao Judiciário, declarando-se favorável ao processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caso irregularidades sejam comprovadas, reforçando que essa é uma prerrogativa constitucional do Senado.

Segurança, saúde e desenvolvimento regional

A segurança pública foi um dos eixos centrais das falas de Dr. Rosinha (PT) e Filipe Barros (PL). Enquanto o primeiro defende a criação de uma Lei da Misoginia e a unificação do sistema de segurança, o segundo aposta no endurecimento das penas para feminicídio e no cumprimento de sentenças em presídios de segurança máxima. A saúde também foi destaque, com Karen Guerreiro (Missão) propondo a descentralização de especialistas para atender com mais eficiência as cidades do interior do Paraná.

Outras visões, mais à esquerda do espectro político, também foram apresentadas. Joaquim do MLB (Unidade Popular) defendeu a política de “despejo zero” para ocupações, priorizando o diálogo em vez da força policial. Já Marcelo Marcelino (PCO) propôs a reestatização de empresas estratégicas, como Copel e Sanepar, além de uma auditoria cidadã na dívida pública. A série de entrevistas cumpriu o papel de colocar frente a frente diferentes projetos para o estado, permitindo que o eleitor avalie qual caminho melhor representa seus interesses.

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