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Setor industrial mantém pessimismo pelo 21º mês consecutivo após nova queda na confiança da CNI

Setor industrial mantém pessimismo pelo 21º mês consecutivo após nova queda na confiança da CNI
foto: Max Wendel Morais Pereira , competidor na área de soldagem . São Paulo (SP) 16.08.2007 - Foto: José Paulo Lacerda

O setor industrial brasileiro enfrenta um cenário de incertezas prolongadas. Dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto em setembro, saindo de 46,3 para 44,9 pontos. O resultado reafirma uma tendência preocupante: a permanência do indicador abaixo da marca de 50 pontos, patamar que separa o otimismo do pessimismo no ambiente de negócios.

Com esse desempenho, a indústria nacional completa 21 meses consecutivos de desconfiança. Trata-se do período mais longo de pessimismo registrado na série histórica da CNI desde o biênio 2015-2016, evidenciando que as oscilações positivas observadas ao longo de 2026 não foram suficientes para consolidar uma recuperação consistente na percepção dos gestores.

Desempenho setorial e condições atuais

A queda registrada em setembro não foi isolada, atingindo de forma generalizada tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas para o futuro próximo. Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o recuo foi verificado em todos os componentes do índice, demonstrando que o sentimento de cautela é compartilhado por diferentes perfis de empresas.

O Índice de Condições Atuais, que mensura como o empresário enxerga o momento presente, caiu 2,5 pontos, atingindo 40,2 pontos. Dentro deste recorte, a percepção sobre a economia brasileira foi o ponto de maior desânimo, com uma retração de 3,6 pontos, situando-se em 33 pontos. As condições específicas das empresas também sofreram impacto, registrando queda de 1,9 ponto, para 43,8 pontos.

Expectativas para o futuro próximo

O pessimismo também se estende ao planejamento de médio prazo. O Índice de Expectativas, que projeta o desempenho do setor para os próximos meses, recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos. Esse movimento indica que, apesar de eventuais melhorias pontuais na atividade industrial, o empresariado ainda não vislumbra uma trajetória de crescimento sustentável.

As projeções para a economia brasileira caíram de 39,7 para 39,1 pontos. No âmbito das próprias empresas, a expectativa também sofreu um revés, recuando 1 ponto e atingindo 51,3 pontos. Para a CNI, esses dados reforçam que o cenário de desconfiança permanece disseminado, independentemente do porte da organização.

Metodologia e impacto no setor

Para compor o levantamento de setembro, a CNI ouviu 1.186 empresas industriais entre os dias 1º e 8 do mês. A amostra contemplou 475 pequenas, 441 médias e 270 grandes empresas, garantindo uma visão abrangente sobre o sentimento do setor. Conforme apurado pela Agência Brasil, a falta de confiança consolidada sugere que o setor ainda aguarda sinais mais robustos de estabilidade macroeconômica para retomar investimentos de maior fôlego.

O monitoramento desses indicadores é fundamental para compreender os próximos passos da economia brasileira, uma vez que a indústria é um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB). O Guarapuava no Radar segue acompanhando de perto os desdobramentos da economia nacional e regional, trazendo sempre uma análise aprofundada dos fatos que impactam o seu dia a dia. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e variedade de temas.

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