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Caminho da Copinha F traçado com sorteio de grupos e TV Brasil na transmissão

A Federação Paulista de Futebol (FPF) realizou, na última quarta-feira (23), o sorteio dos grupos da quarta edição da Copinha F, a versão feminina da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Considerada a maior competição de base do país, o torneio sub-20 ganha ainda mais destaque com a confirmação da transmissão pela TV Brasil, ampliando o alcance e a visibilidade para jovens talentos do futebol feminino.

A cerimônia, que marcou o pontapé inicial para a edição de 2026, aconteceu em uma casa de eventos na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista. O campeonato está agendado para ocorrer entre os dias 24 de novembro e 12 de dezembro, prometendo confrontos emocionantes e a revelação de futuras estrelas do esporte nacional.

A Copinha F e o Cenário do Futebol Feminino

A criação da Copinha F reflete o crescente investimento e reconhecimento do futebol feminino no Brasil. A competição se estabelece como um celeiro de talentos, oferecendo uma plataforma crucial para o desenvolvimento de atletas sub-20 que sonham em trilhar carreiras profissionais. Ao espelhar o formato da tradicional Copa São Paulo masculina, o torneio feminino reforça a importância das categorias de base para a formação integral das jogadoras.

Com 20 clubes de todas as regiões do país, a edição de 2026 demonstra a expansão e o interesse nacional pela modalidade. A inclusão de três estreantes – Vasco, Tarumã-AM e Ação-MT – é um indicativo da democratização do acesso e da busca por novos polos de desenvolvimento do futebol feminino, levando a paixão pelo esporte a diferentes cantos do Brasil.

Chaves Definidas e a Disputa em Campo

As equipes foram distribuídas em cinco grupos de quatro, com jogos sediados em diferentes estádios de São Paulo. Os vencedores de cada chave, juntamente com os três melhores segundos colocados, garantirão vaga nas quartas de final, dando início à fase eliminatória da competição.

Em um gesto que celebra a cultura paulistana, as chaves foram batizadas com nomes de pontos icônicos da capital. O Grupo A, por exemplo, faz referência ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e promete grandes clássicos já na primeira fase, reunindo equipes de peso como Palmeiras, Flamengo, Vasco e Tarumã. Os jogos deste grupo serão realizados no Canindé.

O Grupo B homenageia o Copan, um dos edifícios mais importantes de São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer. Nele, o Corinthians enfrentará Red Bull Bragantino, Atlético-MG e Ação, com as partidas no Estádio Nicolau Alayon.

O Parque do Ibirapuera nomeia o Grupo C, que terá como sede o Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret), no Tatuapé. Os integrantes são: Ferroviária, Centro Olímpico, Grêmio e Aliança-GO.

O Grupo D, com jogos na Arena Ibrachina, na Mooca, representa o Mercadão, o famoso Mercado Municipal paulistano. A chave conta com São Paulo, Fluminense, Vitória e Criciúma.

Por fim, o Grupo E leva o nome do Parque Estadual da Cantareira, uma das maiores áreas urbanas de Mata Atlântica preservada no mundo. O Ceret será palco das disputas entre Santos, Botafogo, Internacional e Sport.

Visibilidade Nacional e Compromisso Socioambiental

A transmissão da Copinha F pela TV Brasil é um marco significativo para o futebol feminino, garantindo que a competição alcance um público amplo em todo o território nacional. Essa visibilidade é essencial para inspirar novas gerações de atletas, atrair investimentos e consolidar o torneio no calendário esportivo brasileiro. A decisão final, marcada para o Canindé, repete o palco da primeira final da Copinha F, em 2023, quando o Flamengo sagrou-se campeão.

As edições anteriores também tiveram momentos memoráveis. Em 2024, o Fluminense levantou o troféu no Mercado Livre Arena Pacaembu, mesmo local onde o Flamengo conquistou o bicampeonato em 2025. A edição de 2025 registrou uma média impressionante de 4,1 gols por partida ao longo de 37 jogos, evidenciando o dinamismo e a qualidade técnica das equipes.

Além do espetáculo em campo, a Copinha F reforça seu compromisso com a sustentabilidade. Por meio de uma parceria entre a FPF e a prefeitura de São Paulo, a edição de 2025 resultou no plantio de 170 mudas de árvores no parque do Ceret, uma para cada gol marcado. Para 2026, a meta é ainda mais ambiciosa: cada gol representará o plantio de cinco novas árvores, consolidando a iniciativa socioambiental do torneio.

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