O mercado de trabalho brasileiro apresentou um novo recuo na taxa de desocupação, alcançando 5,2% no terceiro trimestre. O índice representa a menor marca já registrada para o período específico de julho a setembro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Os dados consolidados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, demonstrando um cenário de movimentação e absorção de trabalhadores.
Na comparação direta com os meses imediatamente anteriores, o indicador havia ficado em 5,4% no segundo trimestre deste ano. Já em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando a taxa marcou 5,6%, o recuo evidencia uma trajetória de queda consistente na proporção de pessoas que buscam colocação sem sucesso. O volume total de cidadãos na condição de desocupados recuou para 5,6 milhões de brasileiros.
Retração no número de desocupados
O contingente de pessoas sem trabalho formal ou informal sofreu uma retração de 4% na passagem do trimestre encerrado em junho para o período encerrado em setembro, o que representa 234 mil pessoas a menos na busca ativa sem retorno positivo. Quando o recorte temporal é ampliado para a comparação anual, a queda na população desocupada chega a 6,9%, eliminando 417 mil indivíduos da estatística de desocupação em relação ao igual trimestre do ano passado.
Especialistas apontam que a diminuição na proporção de desocupados reflete diretamente a dinâmica de contratações em setores estratégicos da economia nacional. Com a flexibilização e o dinamismo de atividades ligadas ao comércio e a serviços, a absorção de mão de obra tem ganhado fôlego e mantido o ritmo de empregabilidade em patamares elevados.
População ocupada bate recorde histórico
Paralelamente à queda no desemprego, o país registrou a maior população ocupada da série estatística, alcançando o patamar de 103,6 milhões de pessoas trabalhando. O avanço foi de 0,6% na margem trimestral, adicionando 581 mil postos de trabalho ao mercado, e de 1,2% na comparação anual, o que significa 1,2 milhão de novas vagas abertas.
O nível da ocupação, indicador que mede o percentual de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente possuem uma atividade remunerada, chegou a 59%. O resultado demonstra estabilidade e alta na margem na comparação com os 58,8% verificados no trimestre anterior, consolidando a proporção de brasileiros integrados à dinâmica produtiva do país.
Panorama da informalidade e rendimento
A taxa de informalidade registrou 37,5% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores inseridos nessa modalidade. O índice apresentou pequena oscilação frente aos 37,4% contabilizados no trimestre anterior e aos 37,8% observados no mesmo período do ano passado, mantendo-se em patamares relativamente estáveis dentro da estrutura ocupacional.
No que tange aos ganhos financeiros, o rendimento real habitual de todas as fontes de trabalho situou-se em R$ 3.790, mantendo estabilidade no trimestre, mas acumulando alta de 3,6% na variação anual, o que representa um acréscimo de R$ 131. A massa de rendimento real habitual alcançou o recorde de R$ 387,5 bilhões, impulsionada pelo crescimento do número de ocupados e pela valorização salarial registrada ao longo dos últimos meses.
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