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Cristina Graeml defende fim do fundo eleitoral e critica sistema político em entrevista

Cristina Graeml defende fim do fundo eleitoral e critica sistema político em entrevista
Foto: Manuella Mariani/RPC

Compromisso com a extinção do fundo eleitoral

A candidata ao Senado pelo Paraná, Cristina Graeml (PSD), utilizou o espaço de entrevista no telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo, nesta sexta-feira (4), para reafirmar uma de suas principais bandeiras de campanha: o fim do uso de recursos públicos em disputas eleitorais. Questionada sobre os R$ 3,5 milhões recebidos do fundo partidário para sua candidatura, a postulante argumentou que, embora utilize a verba conforme as regras vigentes, sua intenção é atuar legislativamente para alterar o modelo atual.

“A gente quer mudar a regra. A gente precisa seguir a regra atual, participar do jogo, se eleger, ir lá e propor a mudança. Contem comigo para acabar com o fundo eleitoral”, declarou a candidata. Ela defendeu que o financiamento de campanhas deveria ser baseado exclusivamente em doações voluntárias de eleitores e de empresários, argumentando que o modelo de repasse estatal é um dos pontos que pretende combater caso chegue ao Senado Federal.

Posicionamento sobre o cenário político e alianças

Durante a entrevista de 30 minutos, que integra uma série com os candidatos mais bem posicionados segundo a pesquisa Quaest, Graeml foi confrontada sobre suas recentes mudanças de legenda. Com passagens por PMB, Podemos, União Brasil e, agora, PSD, a candidata afirmou que a transição entre partidos não altera seus princípios. Segundo ela, as movimentações foram necessárias para viabilizar sua participação no processo eleitoral e atender às circunstâncias de cada momento político.

A candidata também respondeu a questionamentos sobre sua relação com o grupo do governador Ratinho Junior. Após ter feito críticas ao PSD durante as eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de Curitiba contra o candidato apoiado pelo governador, Graeml afirmou que o contexto político mudou. Ela negou incoerência, sustentando que continua combatendo o que chama de “sistema apodrecido” e que sua aliança atual é pontual, focada em suas pautas para o Senado.

Debates sobre mercado de trabalho e instituições

Sobre a recente aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado da proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1, a candidata adotou cautela. Graeml destacou que, antes de ampliar os dias de descanso, é necessário discutir a carga tributária sobre a folha de pagamento. “É preciso garantir os empregos antes de ampliar os dias de descanso”, afirmou, ressaltando a preocupação com o impacto que a medida poderia gerar em micro e pequenos empresários.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a candidata reiterou ser favorável ao impeachment de ministros, argumentando que o Senado tem o dever de fiscalizar abusos. Ela classificou o atual momento do país como um “estado de exceção” e defendeu que a preservação da Constituição deve ser a prioridade da Casa. Sobre eventos climáticos extremos no Paraná, a candidata defendeu o fortalecimento de órgãos de defesa civil e o uso de tecnologia para sistemas de alerta, em vez de focar apenas em novas legislações ambientais.

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