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Envelhecimento no Paraná: candidatos de 2026 apresentam planos para população idosa

Envelhecimento no Paraná: candidatos de 2026 apresentam planos para população idosa
Foto: MARCELINO LUIS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Paraná se prepara para uma transformação demográfica significativa. Projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indicam que, a partir de 2027, o estado terá, pela primeira vez em sua história, mais idosos do que crianças e adolescentes com até 15 anos. Essa inversão da pirâmide etária coloca um desafio central para os futuros governantes, e as eleições de 2026 já refletem essa preocupação nos planos dos candidatos ao Palácio Iguaçu.

A mudança no perfil populacional exige a formulação de políticas públicas robustas e adaptadas para atender às necessidades de uma população que envelhece. Questões como cuidado, saúde, acessibilidade urbana e a sustentabilidade do sistema previdenciário estadual tornam-se pautas prioritárias. Até o final do mandato do próximo governador, o Paraná terá cerca de 20,2% de sua população com mais de 60 anos, um cenário que demanda atenção imediata e planejamento de longo prazo.

A inversão da pirâmide etária e seus impactos

A projeção do Ipardes não aponta para um fenômeno passageiro. O estudo indica que a população idosa continuará a crescer de forma expressiva nas próximas décadas. Entre 2025 e 2050, a faixa etária de 60 a 80 anos deve aumentar aproximadamente 77,1%, enquanto o grupo com 80 anos ou mais terá um crescimento ainda mais acentuado, chegando a 213%. Essa tendência sublinha a urgência de adaptar a infraestrutura e os serviços públicos para garantir qualidade de vida e dignidade aos paranaenses mais velhos.

A transição demográfica não é exclusiva do Paraná, mas o ritmo acelerado no estado exige uma resposta coordenada. A necessidade de repensar o sistema de saúde, desde a atenção primária até os cuidados de longa duração, torna-se evidente. Além disso, a acessibilidade nas cidades, a oferta de moradias adequadas e a criação de oportunidades para o envelhecimento ativo são pontos cruciais que os candidatos precisam abordar de forma concreta.

Propostas dos candidatos: um panorama para os idosos

Um levantamento dos planos de governo dos oito candidatos ao Governo do Paraná, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela diversas abordagens para a população acima de 60 anos. As propostas se concentram, em grande parte, em medidas de cuidado, assistência social, saúde e ações fiscais estaduais, buscando responder aos desafios impostos pelo envelhecimento populacional.

Entre as iniciativas apresentadas, destacam-se a preocupação com a segurança pública voltada aos idosos, a garantia de acessibilidade em espaços públicos e privados, e o fortalecimento de programas de assistência. Alguns planos também abordam a questão da previdência, embora a revisão das regras do INSS seja uma atribuição do Congresso Nacional e não do governo estadual, como é o caso da proposta de Adriano Funileiro de revogar as reformas de 2016 e reajustar aposentadorias.

Saúde, bem-estar e autonomia: as visões para os 60+

A saúde da pessoa idosa é um ponto central em muitos planos. Sandro Alex, por exemplo, propõe uma política pública abrangente, focada em prevenção, atenção primária e especializada, urgência, emergência, atenção hospitalar, reabilitação, atenção domiciliar e cuidados de longa duração. Ele também sugere a implantação da “Agência Paranaense do Cuidado”, com expansão de centros-dia e centros de convivência intergeracionais, além de políticas de atenção aos cuidadores e fortalecimento das universidades abertas à pessoa idosa.

Sergio Moro aponta para o desenvolvimento de uma política estadual de envelhecimento digno, com prevenção da perda funcional, reabilitação, cuidado domiciliar e promoção da autonomia. Seu plano inclui o programa “Digna Idade”, com espaços de convivência e capacitação profissional, e o “Bem Cuidar”, em parceria com municípios, para serviços de acolhimento e apoio a cuidadores. Já Tayná Miessa foca na saúde preventiva, valorizando agentes comunitários e propondo academias de musculação públicas para combater doenças crônicas.

Infraestrutura e segurança: cidades adaptadas para o envelhecimento

A acessibilidade e a moradia são temas recorrentes. Requião Filho sugere reformas com “desenho universal” para idosos e pessoas com deficiência, além de uma rede de cuidados de longa duração. Sandro Alex propõe expandir o projeto “Viver Mais” para o interior, com condomínios acessíveis, e o “Moradia Digna”, para reformas que garantam segurança nas casas dos idosos. Sergio Moro também visa ampliar condomínios adaptados, oferecendo aluguel social ou financiamento facilitado.

Na segurança pública, Alexandre Salomão propõe o monitoramento de indicadores de violência contra idosos. Sergio Moro vai além, sugerindo a criação de patrulhas dedicadas à proteção dessa parcela da população. Outras propostas, como as de Samuel Mattos e Tayná Miessa, incluem a criação de lavanderias e restaurantes públicos, visando aliviar a carga de cuidadores e oferecer suporte em regiões vulneráveis.

O cenário demográfico do Paraná exige que os futuros líderes estaduais desenvolvam planos concretos e eficazes. As propostas apresentadas pelos candidatos nas eleições de 2026 são um ponto de partida para o debate sobre como o estado pode se preparar para um futuro com mais paranaenses na melhor idade. Acompanhe o Guarapuava no Radar para se manter informado sobre este e outros temas relevantes que impactam a vida da nossa comunidade e do estado, com análises aprofundadas e informação de qualidade.

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