A Polícia Civil do Paraná segue trabalhando para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de uma família no bairro Água Verde, em Curitiba. A médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, seu marido, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, de 50, e o filho do casal, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, de 21, foram encontrados sem vida em seu apartamento na última terça-feira (25).
Cronologia e o último contato da família
De acordo com as apurações iniciais conduzidas pelo delegado Ivo Viana, o último registro de comunicação da família com o mundo externo ocorreu no domingo (23), dois dias antes da descoberta dos corpos. A polícia identificou que Claudia trocou mensagens com uma amiga no final da tarde daquele dia. A interlocutora relatou aos investigadores que havia deixado uma encomenda para a médica na portaria do condomínio, mas não chegou a subir até o imóvel.
O alerta sobre o possível problema surgiu quando a médica não compareceu ao trabalho. Preocupados com a ausência, conhecidos da família foram até o prédio. Moradores do condomínio também relataram estranheza diante do silêncio dos vizinhos e do latido incessante do cachorro da família, que vivia no 9º andar. Diante da falta de respostas, o síndico acionou um chaveiro para abrir o apartamento, onde os corpos foram localizados.
Análise pericial e dinâmica do crime
A cena encontrada pelas autoridades aponta para um cenário violento. Segundo a Polícia Civil, as três vítimas apresentavam ferimentos causados por arma branca. Próximo ao corpo de Marcos Alberto, a Polícia Militar encontrou uma faca, e um canivete também foi recolhido no local. Ambos os objetos apresentavam vestígios de sangue e foram encaminhados para perícia técnica, que deverá confirmar a origem biológica do material genético encontrado.
Um ponto central na investigação é a ausência de sinais de arrombamento no apartamento, que estava trancado por dentro. A Polícia Militar registrou o caso, inicialmente, como uma ocorrência de duplo homicídio seguido de suicídio. No entanto, a Polícia Civil mantém o trabalho investigativo para confirmar a dinâmica exata dos fatos. O delegado Ivo Viana informou que câmeras de segurança do edifício estão sendo analisadas para mapear toda a movimentação no local nos dias que antecederam a tragédia.
Aprofundamento da investigação policial
Além da análise pericial das armas brancas, a corporação está ouvindo testemunhas e pessoas próximas aos familiares para entender o contexto e a rotina do núcleo familiar. A busca por imagens de monitoramento é considerada essencial para descartar ou confirmar a presença de terceiros no imóvel durante o período em que o contato com a família foi interrompido.
O caso, que gerou grande comoção na capital paranaense, segue sob sigilo de detalhes específicos enquanto os laudos do Instituto Médico Legal (IML) não são concluídos. O Guarapuava no Radar acompanha o desenrolar desta investigação e trará novas atualizações assim que houver pronunciamentos oficiais das autoridades policiais. Continue acompanhando nosso portal para informações precisas e contextualizadas sobre os principais acontecimentos do Paraná.
Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, consulte a fonte oficial em g1.globo.com.