PUBLICIDADE

Investigação aponta feminicídio de médica encontrada morta em apartamento no Paraná

Investigação aponta feminicídio de médica encontrada morta em apartamento no Paraná
Foto: Redes sociais

O crime que chocou a região de Maringá

A cidade de Maringá, no Norte do Paraná, foi palco de um crime brutal que interrompeu a trajetória de uma profissional respeitada. A médica Gassi Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde residia. O caso, que está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio, gerou forte comoção entre amigos, familiares e colegas de profissão, que descrevem a vítima como uma pessoa dedicada e apaixonada pela vida.

O corpo da médica apresentava sinais de esfaqueamento, com cerca de 10 marcas de golpes, segundo informações preliminares da perícia. O cenário do crime foi descoberto após um familiar, alertado sobre a situação, dirigir-se ao imóvel. No local, além da vítima, foi encontrado o filho do casal, um bebê de oito meses, que estava sozinho no apartamento.

Prisão e desdobramentos da investigação

O principal suspeito do assassinato é o marido da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. A confissão do crime ocorreu de forma inusitada: o suspeito procurou uma familiar em Mandaguari, cidade situada a cerca de 32 quilômetros de Maringá, e relatou ter matado a esposa após uma discussão. A testemunha, cuja identidade foi preservada pelas autoridades, acionou imediatamente a Polícia Militar.

Ao ser localizado, o suspeito apresentava ferimentos no pescoço e precisou ser encaminhado a uma unidade hospitalar. Ele permanece internado sob escolta policial e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A defesa de João Vitor informou à RPC, afiliada da TV Globo, que está analisando a situação jurídica do cliente para definir as próximas etapas do processo.

Trajetória pessoal e profissional

Formada em medicina em 2016 pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Gassi Mazia construiu uma carreira focada no atendimento público. Desde abril de 2019, ela atuava na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Sarandi, município vizinho a Maringá. Colegas de trabalho e amigos destacam que, além da competência técnica, a médica era reconhecida pela simpatia e pelo profundo amor que dedicava ao filho, nascido em dezembro de 2025.

Nas redes sociais, a médica compartilhava registros de suas viagens pelo mundo, demonstrando um espírito aventureiro. Entre os destinos visitados estavam países como Bélgica, Itália, Suíça, Canadá e Grécia. Essas memórias agora compõem as homenagens prestadas por aqueles que conviviam com ela, lembrando-a não apenas como uma profissional exemplar, mas como uma mulher que valorizava intensamente as experiências de vida.

O combate à violência contra a mulher

O caso reforça a necessidade de um debate contínuo sobre o combate ao feminicídio no Brasil. O Ministério Público aponta que o suspeito não aceitava o término do relacionamento, uma motivação recorrente em crimes de gênero. O fato de o suspeito ocupar um cargo em uma procuradoria municipal, do qual foi exonerado logo após o crime, adiciona uma camada de complexidade ao caso, que segue sob investigação da Polícia Civil.

O Guarapuava no Radar segue acompanhando os desdobramentos deste caso e as atualizações das autoridades policiais. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e que contribuam para a compreensão dos fatos que impactam a sociedade paranaense. Continue acompanhando nosso portal para mais notícias sobre segurança pública, comportamento e atualidades.

Leia mais

PUBLICIDADE