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Investigação apura se penhora de imóvel motivou morte de família em Curitiba

Investigação apura se penhora de imóvel motivou morte de família em Curitiba
A polícia praticamente descarta a presença de uma quarta pessoa no apartamento. Os corpos tinham ferimentos de facadas e duas armas brancas foram apreendidas Polícia analisa câmeras de segurança para investigar morte de família em Curitiba

Contexto da tragédia no bairro Água Verde

A Polícia Civil do Paraná deu início a uma investigação minuciosa para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de uma família no bairro Água Verde, em Curitiba. Os corpos da médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de seu marido, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, e do filho do casal, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, foram encontrados na última terça-feira (25) dentro do apartamento onde residiam, localizado no 9º andar de um edifício residencial.

O caso, que chocou a capital paranaense, foi descoberto após vizinhos e conhecidos estranharem o silêncio prolongado e o comportamento incomum do cachorro da família, que latia incessantemente. Diante da ausência de respostas e da falta de Claudia em seus compromissos profissionais, o síndico do condomínio tomou a iniciativa de contratar um chaveiro para acessar o imóvel. Ao entrarem no apartamento, encontraram os três integrantes da família sem vida.

Dificuldades financeiras e a penhora do imóvel

Um dos eixos centrais da investigação, conduzida pelo delegado Ivo Viana, é a situação jurídica e financeira do imóvel. Segundo informações apuradas, o apartamento foi objeto de penhora e levado a leilão em agosto deste ano. Após o arremate, um oficial de Justiça havia notificado Marcos Alberto Furuyama sobre a necessidade de desocupação do local dentro de um prazo determinado.

A polícia trabalha com a hipótese de que essa pressão financeira possa ter sido o gatilho para o crime. No entanto, elementos preliminares sugerem que a esposa e o filho não tinham conhecimento da gravidade da situação ou da alienação do imóvel. O processo judicial em questão, que resultou na perda do bem, é datado de 2014 e estaria relacionado a uma antiga empresa que pertencia ao pai da família.

Dinâmica do crime e análise pericial

A Polícia Militar registrou a ocorrência como um possível duplo homicídio seguido de suicídio. Dentro do apartamento, as autoridades apreenderam duas armas brancas — uma faca e um canivete — que apresentavam vestígios de sangue. O delegado Ivo Viana afirmou que a possibilidade de uma quarta pessoa ter participado do crime é considerada remota, praticamente descartada, uma vez que o imóvel estava trancado e não havia sinais de arrombamento.

O último contato identificado pela polícia ocorreu no domingo (23), quando Claudia trocou mensagens com uma amiga sobre uma encomenda. Imagens de segurança, que estão sendo analisadas pelos investigadores, mostram Rafael descendo até a portaria para buscar esse pacote, o que marca a última aparição pública de um dos membros da família. A perícia agora trabalha para confirmar a origem do material biológico encontrado nas armas e estabelecer a cronologia exata dos fatos que levaram ao desfecho trágico.

O Guarapuava no Radar segue acompanhando o desenrolar desta investigação e os desdobramentos oficiais da Polícia Civil. Nosso compromisso é levar aos leitores informações apuradas, com seriedade e respeito ao contexto dos fatos. Para continuar bem informado sobre o que acontece no Paraná e na região, acompanhe nossas atualizações diárias em nosso portal.

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