Condenação por latrocínio marca desfecho de tragédia na BR-116
A Justiça paranaense proferiu uma sentença rigorosa contra três homens envolvidos em uma tentativa de assalto que resultou em uma tragédia sem precedentes na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime, ocorrido na madrugada de 5 de janeiro, culminou na morte de seis pessoas que retornavam de um culto religioso em São Paulo.
Os réus Leonardo de Haro do Nascimento, Douglas Radoski Fernandes de Lima e Juliano dos Santos da Silva foram condenados por latrocínio — roubo seguido de morte —, além de associação criminosa e roubo majorado. As penas somadas refletem a gravidade do episódio, que chocou a opinião pública pela frieza e pelo impacto direto na vida de diversas famílias.
Dinâmica do crime e o erro fatal
Segundo as investigações, a ação criminosa foi planejada para interceptar uma carreta na rodovia. Após bloquearem a passagem do veículo com um carro roubado, os criminosos renderam o motorista. No entanto, o plano foi frustrado pelo sistema de bloqueio remoto do caminhão, que parou de funcionar ao sair da rota preestabelecida.
Em uma tentativa desesperada de prosseguir com o roubo da carga, os assaltantes soltaram o freio de mão da carreta para que ela tombasse no acostamento. O veículo, desgovernado e sem iluminação, desceu de ré pela rodovia e atingiu violentamente uma van que transportava fiéis. Além das seis vítimas fatais, outras 15 pessoas sobreviveram ao acidente, carregando as marcas de uma noite que deveria ser de retorno tranquilo para casa.
Individualização das penas e o papel dos réus
A sentença detalhou a participação de cada envolvido, estabelecendo punições distintas baseadas na conduta individual de cada um durante o crime. Leonardo de Haro do Nascimento, apontado como líder do grupo e responsável por dirigir o caminhão durante a ação, recebeu a maior pena: 83 anos, 2 meses e 17 dias de reclusão. Douglas Radoski Fernandes de Lima, que alugou o veículo utilizado no crime, foi condenado a 79 anos, 10 meses e 22 dias. Já Juliano dos Santos da Silva, que manteve o motorista sob ameaça, recebeu 68 anos, 3 meses e 5 dias de prisão.
A defesa de Douglas Radoski classificou a sentença como “excessiva e desproporcional”, anunciando que irá recorrer da decisão. Apesar da possibilidade de apelação, a Justiça determinou que os três condenados permaneçam presos durante todo o trâmite do recurso, garantindo a manutenção da ordem pública e a aplicação da lei penal.
Repercussão e compromisso com a verdade
O caso, que teve desfecho rápido com a prisão dos suspeitos menos de 48 horas após o crime, permanece como um lembrete da violência que assola as rodovias brasileiras. A perda irreparável de vidas, como a de Airton de Mattos, de 92 anos, e Andreia Fagundes, de 48, gerou comoção nacional e reforçou o debate sobre a segurança nas estradas.
O Guarapuava no Radar segue acompanhando os desdobramentos judiciais deste e de outros casos que impactam a sociedade paranaense. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, aprofundada e transparente. Continue acompanhando nosso portal para se manter informado sobre os fatos que definem a nossa região.