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Lutador Willian Masuda perde movimento das pernas após lesão cervical em torneio de jiu-jitsu no PR

Lutador Willian Masuda perde movimento das pernas após lesão cervical em torneio de jiu-jitsu no PR
O atleta Willian "Kabuto" Hiroyuki Masuda sofreu uma lesão na coluna cervical durante uma competição de jiu-jitsu em Londrina Segundo informações da família e de amigos, atualmente ele está sem o movimento das pernas

Um grave incidente marcou uma competição de jiu-jitsu em Londrina, no Norte do Paraná, no último sábado (22). O atleta faixa-preta Willian “Kabuto” Hiroyuki Masuda sofreu uma séria lesão na coluna cervical, resultando na perda do movimento das pernas e sensibilidade reduzida nos braços. O caso, que chocou a comunidade do esporte, está agora sob investigação policial, levantando discussões sobre segurança e responsabilidade em competições de luta.

Willian “Kabuto” Masuda, conhecido na modalidade, foi imediatamente socorrido após o golpe que o deixou em uma situação crítica. A família e amigos confirmaram a gravidade da lesão, que afetou as vértebras C5 e C6, localizadas na região do pescoço. O momento exato do ocorrido foi registrado pela organização do evento, o Super Pro Jiu-Jitsu, e as imagens são parte fundamental da apuração.

O Incidente e as Consequências Imediatas da Lesão

A competição, disputada na modalidade no-gi (sem kimono), colocou Willian “Kabuto” Masuda em confronto com Juliano Di Pelli Machado. Segundo relatos, Willian estava com a cabeça para baixo no momento em que o golpe foi aplicado. A manobra resultou na fratura das vértebras C5 e C6, estruturas cruciais para a mobilidade e sensibilidade do corpo.

Após o incidente, o atleta foi prontamente atendido pela equipe médica presente no local e encaminhado ao Hospital Evangélico de Londrina. Lá, Willian passou por uma complexa cirurgia de artrodese da coluna, um procedimento de estabilização que durou cerca de 10 horas. Apesar da intervenção, ele permanece internado, respirando sem a ajuda de aparelhos, mas com a triste constatação da perda de movimento nas pernas e a diminuição da sensibilidade nos braços.

A Investigação Policial e os Questionamentos sobre o Golpe

A gravidade da lesão levou o promotor Renato de Lima Castro a apresentar uma notícia-crime na segunda-feira (24), solicitando que o caso seja investigado como lesão corporal de natureza gravíssima. A Polícia Civil do Paraná já confirmou que instaurará um inquérito policial para apurar as circunstâncias do ocorrido, buscando esclarecer se houve negligência ou imprudência durante a luta.

Um dos pontos destacados no documento da notícia-crime, ao qual o g1 teve acesso, é a significativa diferença de estatura e peso entre os dois atletas, estimada em aproximadamente 40 quilos. A denúncia aponta que Juliano “projetou-se completamente, deixando cair todo o seu peso corporal sobre o corpo da vítima Willian ‘Kabuto’, de uma só vez, lesionando severamente a vítima em posição grave de submissão”, o que levanta sérias questões sobre a técnica aplicada e os limites da segurança em combate.

A Posição dos Envolvidos e a Repercussão no Esporte

A defesa de Juliano Di Pelli Machado manifestou que o atleta está profundamente abalado com o estado de saúde de Willian e se solidariza com a família. Em nota, Juliano se colocou à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, mas ressaltou a importância de que a apuração ocorra em canais oficiais, com base em exame técnico do registro audiovisual, regulamento da modalidade e manifestação da arbitragem, evitando o “debate público” e a “repercussão de imagens editadas em redes sociais”. A defesa também enfatizou a trajetória de Juliano como atleta profissional, medalhista em campeonatos europeus e mundiais, sem histórico de conduta antidesportiva.

A organização do evento, Super Pro Jiu-Jitsu, também se pronunciou por meio de nota oficial em redes sociais, afirmando que o atleta recebeu pronto atendimento da equipe médica e ambulância e que a organização acompanha a situação, prestando o suporte cabível. A Confederação Brasileira de Jiu Jitsu (CBJJ) não retornou o contato para comentar o caso, enquanto a Federação de Jiu Jitsu do Paraná informou não ter conhecimento sobre a realização do campeonato, o que pode indicar uma lacuna na fiscalização e regulamentação de eventos esportivos.

Este trágico episódio reacende o debate sobre a segurança dos atletas em esportes de combate, a necessidade de rigorosos protocolos de atendimento e a importância da arbitragem e da fiscalização para garantir a integridade física dos competidores. A comunidade do jiu-jitsu e o público em geral aguardam os desdobramentos da investigação, na esperança de que o caso traga mais clareza e contribua para a prevenção de futuras lesões graves.

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