Um incidente que acende o alerta sobre a segurança em instituições de ensino ocorreu em Curitiba, na sexta-feira, 25 de setembro de 2026. Um menino autista de apenas 6 anos de idade conseguiu sair sozinho da Escola Municipal Dos Vinhedos, localizada no bairro Santa Felicidade, por um portão que estava aberto. A criança caminhou por cerca de dez minutos, percorrendo duas quadras, até uma mercearia próxima de sua casa, onde foi encontrada por um vizinho que a acompanhou de volta à residência familiar.
O episódio, que poderia ter tido desfecho trágico, gerou grande repercussão e levantou questionamentos sérios sobre os protocolos de segurança e supervisão em escolas, especialmente quando se trata de alunos com necessidades especiais. A Secretaria Municipal da Educação (SME) de Curitiba informou que abriu uma apuração para investigar as circunstâncias do ocorrido.
A fuga e o percurso solitário do menino
A mãe do menino, Thamiris Prado, relatou que o filho saiu pelo portão do estacionamento da Escola Municipal Dos Vinhedos, que, segundo ele, estava destrancado. A criança, que não teve a ausência percebida de imediato pelos funcionários da unidade, percorreu a distância até a mercearia sem supervisão. A imagem de câmeras de segurança capturou o momento em que o menino caminha sozinho pela calçada, evidenciando a vulnerabilidade da situação.
Foi a atenção de um vizinho que impediu que o caso tomasse proporções ainda mais graves. Ao avistar a criança sozinha e reconhecê-la, o morador prontamente ofereceu ajuda, garantindo que o menino chegasse em segurança à sua casa. A ação rápida do vizinho foi crucial para o desfecho positivo, mas não diminui a gravidade da falha na segurança escolar.
A aflição da mãe e a busca por respostas da escola
Thamiris Prado descreveu o choque e a paralisia que sentiu ao encontrar o filho em casa, sozinho, após o incidente. Em depoimento à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ela contou que tentou manter a calma para conversar com a criança, que também estava assustada. Foi nesse diálogo que o menino explicou ter saído da escola porque o portão do estacionamento estava aberto.
Imediatamente após entender a situação, a mãe tentou contato telefônico com a escola para obter explicações. Segundo Thamiris, suas ligações foram encerradas pela secretária e, nas tentativas subsequentes, ninguém atendeu. Diante da falta de retorno, ela se dirigiu pessoalmente à instituição, onde se reuniu com a direção e a equipe pedagógica. No entanto, a mãe afirma que não recebeu uma explicação satisfatória sobre como a criança conseguiu deixar a unidade, e as respostas teriam sido vagas, sem um novo contato da escola até o momento.
Um ponto de preocupação adicional levantado pela mãe foi a informação de que as câmeras de segurança da unidade não estariam funcionando no dia do ocorrido. “Ele tem 6 anos, é uma criança autista, é uma criança especial, e eu acho que essa situação é horrível independentemente de diagnóstico. Poderia ter acontecido com qualquer criança da escola ou até um adulto mal-intencionado poderia ter entrado pelo portão”, desabafou Thamiris, ressaltando a universalidade do risco.
A Secretaria de Educação e a necessidade de protocolos de segurança
Em nota oficial, a Secretaria Municipal da Educação (SME) de Curitiba confirmou que determinou a apuração das circunstâncias em que o estudante deixou a unidade de ensino. A secretaria informou que, assim que a ausência do aluno foi identificada, a equipe da escola iniciou as buscas e, cerca de dez minutos depois, foi confirmado que o estudante estava em segurança em sua residência. A SME também declarou que a família foi recebida pela direção da escola no mesmo dia do incidente para tratar do assunto. Para mais informações sobre as ações da Secretaria, você pode consultar o portal da Prefeitura de Curitiba.
O caso reforça a urgência de se revisar e aprimorar os protocolos de segurança em todas as escolas, com atenção redobrada para alunos que demandam cuidados específicos, como crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A supervisão constante e a manutenção de infraestruturas seguras são pilares fundamentais para garantir a integridade de todos os estudantes.
O impacto do incidente e a busca por um novo ambiente escolar
Diante do ocorrido e da falta de respostas consideradas adequadas, Thamiris Prado tomou a decisão de não enviar o filho de volta à Escola Municipal Dos Vinhedos. A mãe afirmou que pretende procurar outra instituição de ensino para o menino, buscando um ambiente que ofereça a segurança e a tranquilidade necessárias para o desenvolvimento de seu filho. Ela espera que o caso seja devidamente esclarecido e que medidas efetivas sejam adotadas para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro, protegendo outras crianças.
O incidente em Curitiba serve como um lembrete contundente da responsabilidade das instituições de ensino e das autoridades em assegurar um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos os alunos, especialmente os mais vulneráveis. A discussão sobre a segurança nas escolas e a eficácia dos procedimentos de supervisão deve ser contínua e prioritária.
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