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Naufrágio na Baía de Paranaguá: Vídeo registra resgate dramático após táxi náutico afundar com 19 pessoas e deixar uma vítima fatal

G1

Um incidente trágico na Baía de Paranaguá, no litoral do Paraná, chocou a comunidade local nesta semana. Um táxi náutico, que transportava 19 pessoas, incluindo um bebê, afundou na tarde da última segunda-feira (6), resultando na morte de Maria Inês Miranda da Graça, uma idosa de 63 anos, residente e vendedora de pastéis e sonhos na Ilha do Superagui. Imagens de uma câmera de segurança, obtidas com exclusividade pela RPC, afiliada da TV Globo, registraram os momentos angustiantes do resgate das vítimas lançadas à água, oferecendo um vislumbre da gravidade do ocorrido e da rápida mobilização de terceiros para o salvamento.

Os momentos de pânico e o resgate heróico

O vídeo divulgado mostra a agilidade e a coragem de trabalhadores de uma empresa de transporte e apoio marítimo que, sem ligação com a embarcação naufragada, foram os primeiros a prestar socorro. Sete pessoas foram resgatadas com sinais de afogamento leve, sendo quatro delas encaminhadas ao Hospital Regional do Litoral e as outras três para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Entre os sobreviventes, o resgate de um bebê de colo sem ferimentos foi um alento em meio à tragédia.

Arilson de Oliveira, que desempenhou um papel crucial nos resgates, relatou a experiência. Ele estava em sua lancha recém-adquirida, em sua viagem inaugural, quando recebeu um pedido de socorro via rádio e telefonemas. Em apenas oito minutos, Arilson chegou ao local, onde outra embarcação já iniciava a retirada de pessoas. As vítimas mais feridas foram prontamente acomodadas em sua lancha, uma das mais rápidas do litoral, e levadas à marina para receber atendimento terrestre de equipes do Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A rota vital para Superagui e os riscos da navegação

A embarcação operava a rota entre Paranaguá e a Ilha do Superagui, em Guaraqueçaba, um trajeto fundamental para os moradores e turistas que dependem do transporte marítimo para acesso a serviços, comércio e turismo. A Ilha do Superagui, conhecida por sua beleza natural e ecossistemas preservados, faz parte de um Parque Nacional, atraindo visitantes, mas também exigindo um fluxo constante de suprimentos e o deslocamento de seus habitantes. A dependência desse tipo de transporte, muitas vezes operado por pequenos barcos, expõe a fragilidade da infraestrutura e a necessidade de regulamentação rigorosa.

As vítimas relataram às equipes de socorro que o acidente foi provocado por uma forte onda que atingiu o barco, fazendo-o afundar. A Baía de Paranaguá, embora protegida em parte, é uma área de navegação que pode ser desafiadora, especialmente em condições climáticas adversas ou com mar agitado. Ondas repentinas, correntes e a própria intensidade do tráfego marítimo, que inclui desde embarcações de pesca a grandes navios cargueiros, representam riscos que exigem atenção redobrada e embarcações em perfeitas condições de navegabilidade e segurança.

Investigação em curso e questões sobre segurança

Até o momento, os detalhes oficiais sobre a causa exata do acidente e, crucialmente, a situação legal da embarcação que afundou permanecem sob investigação. A Associação dos Barqueiros das Baías do Litoral Norte do Estado do Paraná (Abaline) já informou que a embarcação envolvida não faz parte de sua entidade, levantando questionamentos sobre a regularidade da operação e a conformidade com as normas de segurança. Embarcações que operam sem licença ou sem a manutenção adequada representam um perigo iminente para os passageiros e para o meio ambiente.

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) anunciou a instauração de um inquérito policial para apurar as causas do naufrágio. Em nota, a corporação afirmou que “a equipe policial está em diligências para coletar as informações que permitam o esclarecimento da dinâmica do acidente”. É esperado que a Marinha do Brasil também conduza sua própria investigação, focando na segurança da navegação, na habilitação do condutor e nas condições da embarcação, incluindo sua capacidade de carga e equipamentos de segurança a bordo, como coletes salva-vidas em número suficiente.

Impacto e os desafios do transporte local

A morte de Maria Inês Miranda da Graça é um lembrete doloroso dos riscos enfrentados diariamente por aqueles que dependem de transportes aquáticos em regiões costeiras. Ela, como muitos outros, tinha sua vida e sustento diretamente ligados à Ilha do Superagui, e seu falecimento representa uma perda para a pequena comunidade. O acidente não apenas abala as famílias das vítimas, mas também reacende o debate sobre a fiscalização e a segurança do transporte marítimo de passageiros no litoral paranaense e, por extensão, em todo o Brasil. As autoridades precisarão determinar se houve negligência, quais medidas preventivas podem ser implementadas e como garantir que tragédias como essa sejam evitadas no futuro, assegurando um transporte seguro e regulamentado para todos os usuários.

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Fonte: https://g1.globo.com

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