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Operação policial apreende 10 mil garrafas de bebidas adulteradas na Grande Curitiba

Operação policial apreende 10 mil garrafas de bebidas adulteradas na Grande Curitiba
Três empresários foram presos em Campo Largo por suspeita de falsificar bebidas A polícia apreendeu cerca de 10 mil garrafas com sinais de adulteração

Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Paraná resultou na prisão de três empresários suspeitos de integrar um esquema de falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A ação, que culminou na apreensão de aproximadamente 10 mil garrafas, foi divulgada nesta sexta-feira (24) e representa um duro golpe contra o comércio ilegal de produtos sem procedência na região.

Investigação e desdobramentos da operação

A ofensiva policial contou com o suporte estratégico do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além da colaboração do Procon de Campo Largo e da Vigilância Sanitária municipal. Segundo o delegado Nasser Salmen, responsável pelas investigações, os produtos apreendidos apresentavam sinais claros de manipulação, desde a troca de rótulos e lacres até a adulteração do próprio conteúdo líquido.

Esta ação é um desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em maio. Naquela ocasião, as autoridades já haviam retirado de circulação mais de 8,4 mil garrafas de vinhos e cervejas em um centro de distribuição localizado no bairro Xaxim, em Curitiba. A continuidade das investigações permitiu mapear os novos pontos de armazenamento e distribuição que operavam na região metropolitana.

Riscos à saúde e perícia técnica

A gravidade do esquema vai além da fraude comercial. Laudos da Polícia Científica do Paraná, referentes aos itens apreendidos na primeira fase da operação, confirmaram a presença de substâncias inadequadas para o consumo humano. A prática criminosa envolvia a substituição de rótulos de marcas populares por etiquetas de produtos de maior valor agregado, enganando o consumidor e colocando em risco a saúde pública.

As cerca de 10 mil garrafas recolhidas em Campo Largo — majoritariamente vinhos, mas também lotes de cachaça e grapa — foram catalogadas e seguem para perícia. Após a conclusão dos laudos técnicos, o material será destruído seguindo os protocolos sanitários e ambientais vigentes. Os três empresários detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça enquanto a polícia trabalha para identificar outros envolvidos na rede de distribuição.

Canais de denúncia e participação popular

A Polícia Civil reforça que o combate a esse tipo de crime depende também da colaboração da sociedade. Denúncias sobre locais de armazenamento ou venda de produtos suspeitos podem ser feitas de forma anônima através dos telefones 197 ou 181. Em casos de flagrante, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190. Para mais informações sobre segurança pública e o cotidiano regional, continue acompanhando o Guarapuava no Radar, seu portal de referência para notícias relevantes e apuradas com seriedade.

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