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Paraná em alerta: temporais causam estragos em mais de 1,3 mil casas e suspendem aulas

Paraná em alerta: temporais causam estragos em mais de 1,3 mil casas e suspendem aulas
Foto: RPC

O estado do Paraná enfrentou um cenário de destruição e transtornos significativos após a passagem de fortes temporais no último fim de semana. As chuvas intensas e rajadas de vento deixaram um rastro de danos em pelo menos 22 municípios, afetando milhares de pessoas e impactando diretamente a rotina de comunidades inteiras. A Defesa Civil do Paraná divulgou um balanço alarmante, contabilizando mais de 1,3 mil residências danificadas e a suspensão de aulas em diversas escolas públicas, evidenciando a urgência da resposta e a extensão dos prejuízos.

Os fenômenos climáticos, caracterizados por ventos fortes e precipitações volumosas, não apenas destelharam casas, mas também derrubaram árvores e postes, comprometendo o fornecimento de energia elétrica e água em várias localidades. A mobilização de equipes de resgate e apoio às vítimas tem sido contínua, enquanto a população tenta se reerguer diante dos estragos.

Laranjeiras do Sul: o epicentro dos estragos

Entre as cidades mais castigadas pelos temporais, Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, emergiu como o município com o maior número de ocorrências. A localidade registrou rajadas de vento que atingiram impressionantes 124 km/h, resultando em danos a 852 residências e afetando diretamente 3.429 pessoas. A força do vento foi tamanha que não poupou nem mesmo a infraestrutura pública e comercial.

A ventania causou estragos na recepção de um hospital, em diversas escolas, em um mercado local e até em uma arena esportiva, evidenciando a vulnerabilidade das estruturas diante da intensidade do fenômeno. A interrupção no fornecimento de energia elétrica foi generalizada, deixando grande parte da cidade às escuras e sem serviços essenciais.

Impactos em outras regiões e na infraestrutura

Os estragos não se limitaram a Laranjeiras do Sul, espalhando-se por outras regiões do estado. Em Rio Bonito do Iguaçu, a Defesa Civil contabilizou 400 pessoas afetadas e 180 casas danificadas. Já em Santa Izabel do Oeste, os temporais deixaram 405 pessoas afetadas e 100 residências com algum tipo de avaria.

Na região sudoeste, Francisco Beltrão sofreu com a destruição de uma usina solar e o destelhamento de imóveis em cinco bairros e na área rural. Em Sulina, a força do vento arrancou o telhado de um aviário que abrigava cerca de 22 mil frangos, embora não haja informações sobre perdas de animais. Mais ao noroeste, em São João do Caiuá, rajadas de vento também arrancaram painéis solares e parte das estruturas de sustentação de uma usina instalada há cerca de dois anos, demonstrando o impacto em investimentos de energia renovável.

Educação em xeque: escolas afetadas e aulas interrompidas

Um dos reflexos mais imediatos e preocupantes dos temporais foi a suspensão das aulas em diversas instituições de ensino. Em Laranjeiras do Sul, 2.730 estudantes ficaram sem atividades nesta segunda-feira (5). Três colégios estaduais — o Érico Veríssimo, o Professor Gildo Aluísio Schuck e o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professora Naiana Bavaresco Souza — sofreram danos estruturais significativos, sem previsão para a retomada das atividades.

Outras quatro escolas estaduais na mesma cidade ficaram sem água e energia elétrica, com expectativa de retorno das aulas na terça-feira (6). Adicionalmente, o transporte escolar foi suspenso em três unidades pela Secretaria Municipal de Educação. Em Boa Vista da Aparecida, a Escola Estadual do Campo Flor da Serra também teve o telhado danificado e ficou sem energia e internet, resultando na suspensão das aulas. Na região de Cascavel, outras seis escolas reportaram danos, mas conseguiram manter suas atividades. Em São Miguel do Iguaçu, o Colégio Estadual Indígena Teko Nemoingo também suspendeu as aulas devido à falta de água e energia elétrica.

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que equipes dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) e de engenharia estão acompanhando de perto as unidades atingidas, realizando levantamentos detalhados para os reparos necessários. É importante notar que, em União da Vitória, o Colégio Estadual Bernardina Schleder continua sendo utilizado como abrigo para famílias atingidas por cheias anteriores, ilustrando a complexidade dos desafios climáticos na região.

Balanço da Defesa Civil e a resposta emergencial

O balanço estadual da Defesa Civil confirmou que, apesar da intensidade dos temporais, não houve registro de mortes. No entanto, 17 pessoas ficaram desabrigadas e necessitam de apoio imediato. A atuação dos órgãos de defesa civil e de assistência social é fundamental para garantir o amparo às famílias que perderam suas casas ou tiveram suas moradias comprometidas.

A recuperação das áreas atingidas demandará um esforço conjunto das autoridades e da comunidade. A prioridade agora é restabelecer os serviços essenciais, garantir a segurança das estruturas e oferecer o suporte necessário para que os moradores possam reconstruir suas vidas. A situação serve como um lembrete da importância da preparação e da resiliência diante dos eventos climáticos extremos que têm se tornado cada vez mais frequentes.

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