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Passeio de barco no Parque Nacional do Iguaçu é retomado dias após acidente fatal com turista holandês

G1

As emblemáticas atividades do Passeio do Macuco, uma das atrações mais procuradas no Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná, foram oficialmente retomadas neste sábado, 1º de junho. A decisão acontece apenas quatro dias após a suspensão dos serviços, motivada por um trágico acidente na terça-feira anterior (28 de maio), quando uma embarcação virou, resultando na morte de um turista holandês e levantando questionamentos sobre a segurança em um dos cartões-postais mais visitados do Brasil.

A urgência na retomada das operações, embora acompanhada de um 'pente-fino' nas rotinas, reflete a complexa intersecção entre a necessidade de garantir a segurança dos visitantes e a relevância econômica e turística da atração para a região de Foz do Iguaçu. O incidente reacende o debate sobre os protocolos de segurança em atividades de ecoturismo de aventura, especialmente em ambientes naturais dinâmicos como as Cataratas do Iguaçu.

Avaliações e o sinal verde para a reabertura

A autorização para o retorno dos passeios foi concedida após uma série de avaliações conjuntas entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do parque, e a Marinha do Brasil. Em nota oficial, o ICMBio confirmou que verificou o atendimento das condições operacionais para a visitação e das medidas de segurança implementadas pela concessionária responsável pelo serviço, a Macuco Safari.

Paralelamente, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná, atestou o cumprimento das normas de segurança e concluiu pela existência de condições para a segurança da navegação, conforme suas competências legais. Esse aval conjunto foi crucial para a decisão de reabertura, buscando tranquilizar o público e as autoridades sobre a conformidade dos procedimentos após o ocorrido.

O trágico acidente que paralisou os passeios

O incidente que levou à suspensão temporária dos passeios ocorreu por volta do meio-dia da última terça-feira, 28 de maio. Um barco da Macuco Safari, que levava turistas para perto das impressionantes quedas d'água das Cataratas, virou em um trecho do Rio Iguaçu. A vítima fatal foi identificada como Mark Lensink, de 25 anos, um turista holandês que estava no Brasil acompanhado da noiva e de familiares.

Testemunhas no local relataram que a embarcação pode ter sido atingida por um forte vento lateral, uma condição meteorológica que, embora comum em áreas abertas e próximas a grandes massas d'água, exige constante avaliação e preparo. Lensink, após se afogar, sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar do rápido socorro prestado no local por equipes do parque e da empresa, ele não resistiu aos ferimentos.

Investigações em andamento

As investigações sobre as circunstâncias e causas do acidente estão em curso. A Marinha do Brasil, através da Capitania Fluvial do Rio Paraná, é responsável por apurar as condições de navegação e as possíveis responsabilidades relacionadas ao incidente. A Polícia Civil do Paraná também atua no caso, colhendo depoimentos de testemunhas e tripulantes para elucidar os fatos e determinar eventuais culpados.

Até o momento, o ICMBio confirmou que a documentação da concessionária Macuco Safari está regular, o que reforça a complexidade de determinar as causas exatas do acidente, que pode ter sido uma fatalidade impulsionada por condições naturais adversas ou uma falha passível de investigação aprofundada.

Respostas da Macuco Safari e o impacto no turismo regional

Em nota, a Macuco Safari informou ter realizado uma série de procedimentos intensivos durante os três dias de paralisação. A empresa detalhou que o período foi aproveitado para uma revisão completa dos protocolos operacionais, um 'pente-fino' no estado de conservação dos equipamentos e a realização de palestras e treinamentos práticos com seus colaboradores, que também receberam suporte emocional para lidar com o trauma do acidente.

A empresa ressaltou que procedimentos de reciclagem e manutenção já fazem parte de sua rotina periódica, com investimentos contínuos em tecnologias de navegação e parcerias com órgãos como a Marinha do Brasil e o ICMBio. As simulações de salvamento e primeiros socorros são, segundo a Macuco Safari, elementos permanentes de seu manual de segurança. A retomada visa, portanto, assegurar que todas as precauções foram revisadas e reforçadas.

O Parque Nacional do Iguaçu é um dos pilares do turismo paranaense e nacional, atraindo milhões de visitantes anualmente e sendo um motor econômico para Foz do Iguaçu. A segurança de suas atrações, como o Macuco Safari, é vital para manter a reputação internacional do destino e a confiança dos turistas. A celeridade na retomada, combinada com as rigorosas avaliações, busca reequilibrar essa equação delicada, garantindo que a aventura e a beleza natural das Cataratas possam ser desfrutadas com a máxima segurança possível.

Acompanharemos de perto os desdobramentos das investigações e as eventuais repercussões deste incidente para o turismo de aventura no Paraná. Para informações atualizadas, reportagens aprofundadas e análises contextualizadas sobre este e outros temas que impactam a nossa região e o Brasil, continue acompanhando o Guarapuava no Radar. Nosso compromisso é levar a você uma cobertura jornalística completa e relevante, com a credibilidade que você já conhece.

Fonte: https://g1.globo.com

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