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Polícia descarta participação de terceiros na morte de família em Curitiba

Polícia descarta participação de terceiros na morte de família em Curitiba
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A investigação sobre a trágica morte de uma família no bairro Água Verde, em Curitiba, avançou para uma conclusão preliminar contundente. O delegado Ivo Viana, responsável pelo caso, afirmou que a possibilidade da participação de uma quarta pessoa no crime está praticamente excluída. A análise das evidências, incluindo gravações de câmeras de segurança, aponta que o evento se restringiu às três pessoas encontradas sem vida no apartamento.

Contexto da descoberta no Água Verde

Na tarde de terça-feira (25), os corpos da médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, do estudante de engenharia Rafael Furuyama e do engenheiro Marcos Alberto Furuyama foram localizados em um imóvel no 9º andar. O alerta foi dado por conhecidos da família, que estranharam a ausência de Claudia no trabalho e o comportamento incomum dos animais de estimação, que latiam incessantemente.

Diante da falta de resposta e do silêncio no apartamento, o síndico do condomínio acionou um chaveiro para realizar a abertura da porta. O cenário encontrado confirmou o temor dos vizinhos. A Polícia Militar, que atendeu a ocorrência inicialmente, registrou o caso como um possível duplo homicídio seguido de suicídio, dada a dinâmica encontrada no local.

Evidências e perícia em curso

O apartamento estava trancado por dentro e não apresentava sinais de arrombamento, o que reforça a tese de que não houve invasão externa. Durante a perícia, foram recolhidas duas armas brancas — uma faca e um canivete — que apresentavam vestígios de sangue. O delegado Ivo Viana confirmou que o material passará por análise laboratorial para determinar a origem biológica dos fluidos e esclarecer a autoria dos ferimentos.

O último contato confirmado da família ocorreu no domingo (23). Na ocasião, Claudia trocou mensagens com uma amiga, mencionando a entrega de uma encomenda. Imagens de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram que foi o filho, Rafael, quem desceu até a portaria para retirar o pacote, sendo esta uma das últimas movimentações registradas dos moradores antes da descoberta dos corpos.

Investigação sobre a situação financeira

Além da dinâmica do crime, a Polícia Civil busca entender o histórico recente da família. O imóvel onde residiam era objeto de um processo judicial antigo, datado de 2014, relacionado a uma empresa de Marcos Alberto Furuyama. O bem havia sido penhorado e arrematado em um leilão no início de agosto, resultando em uma ordem de desocupação expedida pela Justiça.

Segundo o delegado, as evidências sugerem que Claudia e Rafael não tinham pleno conhecimento da gravidade da situação envolvendo o imóvel. A investigação agora se concentra em determinar se o estresse gerado por essa disputa patrimonial pode ter servido como gatilho para a tragédia. O inquérito segue em andamento para fechar as lacunas cronológicas dos últimos dias da família.

O Guarapuava no Radar continua acompanhando os desdobramentos deste caso e de outros fatos relevantes que impactam o Paraná. Para manter-se informado com credibilidade e profundidade sobre os acontecimentos regionais, continue acessando nosso portal diariamente.

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