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Republicanos oficializa Alexandre Curi como pré-candidato ao Senado, redefinindo o cenário eleitoral do Paraná para 2026

G1

O tabuleiro político paranaense começou a se desenhar de forma mais nítida para as eleições de 2026. Nesta segunda-feira, 3 de junho, o Republicanos confirmou a pré-candidatura do deputado estadual Alexandre Curi ao Senado Federal, em um anúncio que reverberou na convenção do partido realizada na capital, Curitiba. A movimentação consolida uma peça-chave na articulação de alianças e projeta um nome de peso para a disputa por uma das duas vagas em jogo, marcando um passo estratégico que impacta diretamente a configuração das forças políticas no estado.

A formalização da pré-candidatura de Curi não é um movimento isolado, mas parte de uma engrenagem maior que visa fortalecer a base aliada do atual governador Ratinho Júnior (PSD). Este posicionamento é crucial, especialmente considerando a ampla coligação já delineada que inclui, além do Republicanos e PSD, a Federação PSDB-Cidadania e a Federação União Progressista – composta por União Brasil e Progressistas (PP). Essa frente robusta busca solidificar sua influência e garantir competitividade nas próximas eleições, que prometem ser acirradas.

A Trajetória de Alexandre Curi: Experiência e Articulação

Alexandre Maranhão Khury, amplamente conhecido como Alexandre Curi, traz consigo uma trajetória política consolidada e uma experiência legislativa notável. Formado em gestão pública, Curi iniciou sua carreira política como vereador em Curitiba no ano 2000. Dois anos depois, ascendeu à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde tem se mantido consecutivamente, sendo reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e, de forma expressiva, tornando-se o deputado estadual mais votado do Paraná nas eleições de 2022. Sua ascensão culminou na presidência da Alep, cargo que ocupa desde 2025, evidenciando seu poder de articulação e liderança dentro do legislativo paranaense.

A decisão de Curi em focar na corrida senatorial representa uma inflexão em seus planos iniciais. Ele havia, inclusive, lançado uma pré-candidatura ao governo do estado. Contudo, em seu discurso durante a convenção, o deputado enfatizou a importância da unidade do grupo político. "Pela continuidade dessa pacificação entre os poderes que nós construímos aqui no Paraná. Eu presidindo a Assembleia Legislativa, Ratinho [Júnior] como governador do estado do Paraná. Nós sempre construímos isso", afirmou Curi, ressaltando o alinhamento com o executivo estadual. Ele destacou ainda que eventuais divergências são tratadas internamente, com o objetivo primordial de "sempre colocar o Paraná em primeiro lugar".

Contexto Político e os Desdobramentos para 2026

A escolha de Alexandre Curi para o Senado é um movimento que otimiza a estratégia da base governista. Ao abrir mão da disputa pelo governo, onde Sandro Alex (PSD) já figura como o nome da coligação, Curi permite que as forças se concentrem, evitando pulverização e conflitos internos que poderiam fragilizar a aliança. Essa manobra demonstra uma maturidade política na construção de consensos e na distribuição de papéis estratégicos dentro do grupo liderado por Ratinho Júnior. A pacificação entre os poderes, citada por Curi, é um discurso que busca consolidar a percepção de estabilidade e governabilidade, essencial em um cenário eleitoral complexo.

A corrida pelo Senado em 2026 promete ser uma das mais disputadas, com a eleição de duas vagas por estado. Ter um nome como Alexandre Curi, com seu histórico de votação expressiva e sua capacidade de diálogo, é um trunfo para a coligação. Sua experiência na Alep, onde transita entre diversas correntes e bancadas, confere-lhe um perfil que pode dialogar com diferentes espectros do eleitorado paranaense, desde as grandes cidades até o interior do estado, onde sua figura política é bem conhecida. A relevância para o cidadão guarapuavano e de outras cidades do Paraná reside na qualidade da representação que o estado terá em Brasília, e na capacidade de atrair recursos e pautar discussões de interesse regional no Congresso Nacional.

O Calendário Eleitoral e o Cenário Pós-Convenções

As convenções partidárias, como a que oficializou Curi, são momentos cruciais do processo eleitoral, onde os filiados definem seus candidatos. A data limite para a realização desses encontros é 5 de agosto. Após essa etapa, os nomes escolhidos devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto, para que, no dia seguinte, a campanha eleitoral possa ter seu início oficial. Em 2026, os eleitores brasileiros, incluindo os paranaenses, irão às urnas para escolher presidente, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais, configurando um pleito de grande impacto para a governança e representação em todos os níveis.

A pré-candidatura de Alexandre Curi ao Senado pelo Republicanos representa mais do que um anúncio partidário; ela sinaliza a intensificação das articulações políticas para as eleições de 2026 no Paraná. Com um nome forte e uma base aliada coesa, o grupo governista busca solidificar seu projeto para o estado. O desenrolar dessa campanha e as demais candidaturas que surgirão moldarão o futuro político paranaense, definindo os representantes que levarão as demandas da população, de Guarapuava a Foz do Iguaçu, para o cenário nacional. Acompanhe o Guarapuava no Radar para se manter informado sobre esses e outros desdobramentos, com análises aprofundadas e conteúdo que importa para a sua realidade.

Fonte: https://g1.globo.com

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