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Seleção Brasileira goleia Panamá em Maracanã lotado, com Ancelotti testando estratégias para a Copa

© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Em um Maracanã pulsante com mais de 72 mil torcedores, a Seleção Brasileira masculina de futebol se despediu em grande estilo do solo nacional neste domingo (31), aplicando uma goleada de 6 a 2 sobre o Panamá. O amistoso, que marcou o último compromisso da equipe no país antes da Copa do Mundo, foi mais do que um placar elástico: transformou-se em um verdadeiro laboratório tático sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, que optou por escalar dois times completamente distintos em cada etapa da partida.

A estratégia de Ancelotti, recém-chegado ao comando da Amarelinha, visava otimizar o tempo de preparação e avaliar a profundidade do elenco. Com a Copa do Mundo se aproximando, cada minuto em campo é crucial para consolidar ideias de jogo, testar formações e observar o desempenho individual dos atletas sob pressão. A decisão de promover uma rotação quase completa da equipe entre o primeiro e o segundo tempo permitiu ao treinador analisar diferentes combinações e a capacidade de adaptação dos jogadores aos seus sistemas táticos.

O Primeiro Tempo: Entre o Brilho Individual e a Busca por Entrosamento

A etapa inicial revelou uma Seleção Brasileira ainda em fase de ajustes, utilizando um esquema 4-2-4. Com Alisson no gol; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro na defesa; Casemiro e Bruno Guimarães no meio; e Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Júnior e Luiz Henrique no ataque, o time começou avassalador. Bastou um minuto para Vinicius Júnior, aproveitando um erro na saída de bola panamenha, abrir o placar com um golaço, para delírio da torcida. No entanto, a intensidade inicial não se manteve. A desorganização se fez presente, especialmente na transição e no lado direito do ataque, e o Panamá aproveitou uma falha de marcação para empatar com Murillo, em cobrança de falta, aos 12 minutos.

Diante de um adversário que, apesar de tecnicamente inferior, demonstrava disposição tática, a Amarelinha perdeu terreno e permitiu que os visitantes trocassem passes em seu campo. O goleiro Alisson precisou intervir em pelo menos duas ocasiões para evitar a virada panamenha. Nos 15 minutos finais, o Brasil buscou reagir. Em jogadas de maior iniciativa individual, Raphinha e Bruno Guimarães ameaçaram, mas foi apenas aos 38 minutos que a vantagem foi retomada. Em uma noite inspirada, Vinicius Júnior fez uma bela jogada pela esquerda, driblou marcadores e cruzou para Casemiro cabecear e marcar o segundo gol brasileiro, estabelecendo o 2 a 1 antes do intervalo.

A Virada Tática no Segundo Tempo: Coletividade e Domínio Absoluto

A segunda etapa trouxe uma transformação radical na equipe e no desempenho. Ancelotti promoveu dez substituições, mantendo apenas Léo Pereira na zaga, e implementou um novo esquema, o 4-3-3. Com Ederson no gol; Léo Pereira, Ibânez e Douglas Santos na defesa; Rayan, Fabinho e Danilo Santos no meio-campo; e Lucas Paquetá, Endrick e Igor Thiago no ataque, o Brasil ligou o 'modo turbo'. A mudança tática e a entrada de jogadores mais entrosados ou com características distintas surtiram efeito imediato. A equipe passou a pressionar a saída de bola adversária, aprimorou a troca de passes e a construção de jogadas a partir do meio-campo, com destaque para a atuação de Fabinho, Lucas Paquetá e Danilo Santos.

Aos sete minutos, o Brasil começou a enfileirar gols. Em jogada iniciada com a pressão de Igor Thiago sobre o goleiro Mosquera, a bola sobrou para Rayan, que desferiu um belíssimo chute cruzado, marcando o terceiro gol brasileiro e o primeiro com a camisa da Seleção. Aos 14 minutos, Lucas Paquetá, em uma envolvente troca de passes com Danilo Santos e Douglas Santos, finalizou com categoria para fazer o quarto gol. Pouco depois, Igor Thiago, em uma bela jogada individual dentro da área, sofreu pênalti e ele mesmo converteu, ampliando a goleada para 5 a 1. Já nos minutos finais, Danilo Santos selou o placar em 6 a 1, antes de Harvey diminuir para o Panamá, fechando a conta em 6 a 2. A superioridade do segundo tempo evidenciou a profundidade do elenco e a versatilidade tática que Ancelotti busca imprimir.

Repercussão e Os Próximos Passos Rumo à Copa

A goleada no Maracanã, com a presença de um público entusiasmado, gerou uma repercussão positiva nas redes sociais e entre os torcedores. O experimento de Ancelotti foi bem recebido, mostrando que há talento e opções em todas as posições, além de uma capacidade de adaptação tática. A performance no segundo tempo, em particular, deixou uma boa impressão sobre a intensidade e o jogo coletivo que a Seleção pode apresentar. A expectativa em torno do trabalho do novo treinador e da preparação para a Copa ganha um novo fôlego após a demonstração de força e profundidade do elenco.

A Amarelinha não tem tempo a perder. A delegação embarca nesta segunda-feira (1º de junho) para os Estados Unidos, onde fará o último amistoso antes do torneio mundial. O confronto será contra o Egito, no próximo sábado (6), às 19h (horário de Brasília), na cidade de Cleveland. Este será o derradeiro teste para Ancelotti definir os ajustes finais antes da estreia oficial na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho (um sábado) contra Marrocos, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que ainda conta com Haiti e Escócia, e a expectativa é que a equipe chegue competitiva e pronta para buscar o tão sonhado hexacampeonato.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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