Ação rápida e o sinal universal de socorro
Uma menina de 9 anos foi salva de uma tentativa de estupro de vulnerável em Curitiba, no bairro Sítio Cercado, após utilizar o sinal universal de socorro. Enquanto caminhava em direção à escola na manhã de sexta-feira (9), a criança foi abordada por um homem de 54 anos que, após ter sua oferta de dinheiro recusada, segurou a mão da vítima e tentou forçá-la a acompanhá-lo. O gesto, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele, foi prontamente reconhecido pelo primo da vítima, um menino de 10 anos.
Ao perceber o perigo, o primo correu até um posto de combustíveis próximo para pedir ajuda. O relato do menino foi decisivo: “Eu cheguei falando que o homem estava tentando roubar a minha prima. Eles já levaram a sério”, relembrou. Câmeras de segurança registraram o momento em que o garoto busca auxílio junto a funcionários e clientes. A intervenção popular e a rápida notificação à Guarda Municipal, que patrulhava a região, permitiram a prisão em flagrante do suspeito.
Histórico criminal e monitoramento eletrônico
A investigação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) revelou que o suspeito já possuía um histórico de crimes sexuais. O homem, que não teve o nome divulgado oficialmente, foi condenado em 2017 por estupro de vulnerável, crime investigado originalmente em 2016. Por conta dessa condenação, ele cumpria pena sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Além do caso que resultou na condenação anterior, o homem também foi alvo de um registro por ato obsceno em 2025, na cidade de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, foi lavrado um termo circunstanciado de infração penal (TCIP). A Polícia Civil esclareceu que, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, o procedimento seguiu o rito legal, mas ressaltou que o episódio não possui relação direta com a condenação por estupro de vulnerável.
Educação e prevenção como ferramentas de proteção
O desfecho positivo deste caso reforça a importância da orientação familiar na proteção de crianças. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, a menina explicou que aprendeu o significado do sinal de socorro através de reportagens na televisão e de ensinamentos da avó. A avó, por sua vez, destacou que mantém uma rotina de orientações sobre os perigos das ruas, instruindo os netos a não aceitarem presentes ou conversarem com estranhos.
O sinal de socorro utilizado pela criança ganhou notoriedade global em abril de 2020, criado por uma agência de Toronto, no Canadá, inicialmente para auxiliar vítimas de violência doméstica durante o confinamento da pandemia de Covid-19. A técnica permite que a vítima peça ajuda de forma discreta, sem alertar o agressor. Especialistas recomendam que, ao identificar o gesto, o cidadão procure se aproximar da pessoa de maneira amigável, conduzindo-a a um local seguro ou acionando imediatamente as forças de segurança, como a Polícia Militar ou a Guarda Municipal.
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Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, você pode consultar o portal oficial da Polícia Civil do Paraná.