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Sociedade civil entrega propostas de desenvolvimento aos presidenciáveis

Sociedade civil entrega propostas de desenvolvimento aos presidenciáveis
Fernando Frazão/Agência Brasil

A articulação em torno de rumos para o país ganhou novo fôlego com a movimentação de especialistas e entidades organizadas. A coalizão Vida em Conta apresentou formalmente um conjunto de diretrizes voltadas a orientar o planejamento econômico e social do próximo mandato presidencial. O material reúne dezenas de economistas e organizações em torno de metas para o futuro administrativo nacional.

O objetivo central da iniciativa é consolidar medidas práticas a partir de eixos voltados à sustentabilidade, à equidade e à soberania produtiva. A entrega do documento aos candidatos ocorre em um momento decisivo do debate público, no qual diferentes visões de país disputam a atenção do eleitorado e buscam respaldar seus planos de governo com subsídios técnicos.

Estratégias para o combate às desigualdades

Entre os pontos principais do documento está a criação de metas permanentes para monitorar disparidades de renda, gênero, raça e território. A proposta busca integrar esses indicadores diretamente ao orçamento e ao planejamento estatal, com foco particular nas regiões mais vulneráveis do território nacional.

No cenário internacional, o texto sugere que o país lidere a formulação de painéis globais voltados ao tema, seguindo parâmetros comparáveis aos adotados em debates climáticos. A intenção é dar visibilidade sistêmica às assimetrias sociais e direcionar recursos públicos de forma mais assertiva.

Mobilidade urbana e financiamento coletivo

A mobilidade nas cidades aparece como outro eixo estrutural da pauta apresentada aos presidenciáveis. A criação de um fundo nacional dedicado ao setor visa viabilizar a implantação progressiva de tarifas reduzidas ou zeradas nos transportes públicos, priorizando a conexão entre periferias e centros urbanos.

Como alternativa de custeio, o texto aponta a reformulação do tradicional modelo de vale-transporte pago pelas empresas. A ideia consiste em substituir o formato atual por uma contribuição proporcional à folha salarial destinada a subsidiar o sistema de transporte coletivo de baixa emissão.

Revisão fiscal e política tributária

O texto também aborda a arrecadação e propõe elevar a alíquota mínima efetiva do imposto de renda para os estratos de maior renda da população. Paralelamente, o documento defende o combate rigoroso à evasão fiscal e a reavaliação de subsídios direcionados a setores considerados nocivos ao meio ambiente.

A proposta fiscal preserva o tratamento simplificado para micro e pequenas empresas, mas busca eliminar distorções que favoreçam a informalidade trabalhista ou a precarização dos vínculos empregatícios por meio de contratos de pessoa jurídica.

Transição climática e novas jornadas de trabalho

A adaptação urbana frente aos riscos climáticos e o incentivo à economia de baixo carbono compõem o bloco de sustentabilidade do documento. Os recursos obtidos com cortes de subsídios a combustíveis fósseis seriam aplicados em infraestruturas verdes e em políticas industriais com contrapartidas em empregos.

Além disso, a coalizão pontua a necessidade de regulamentar o fim da escala de trabalho 6×1 sem cortes salariais, garantindo que o tempo adicional livre reverta em qualidade de vida para os trabalhadores. Continue acompanhando o Guarapuava no Radar para se manter informado sobre os principais debates políticos, econômicos e sociais que movimentam o país e a região.

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