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Suspeito de auxiliar atirador em chacina de Sarandi é preso ao tentar fugir no Paraná

G1

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) efetuou a prisão preventiva de Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, nesta quarta-feira (27), sob a acusação de auxiliar o atirador responsável pela morte de três pessoas em um bar de Sarandi, no Norte do estado. A detenção ocorreu em um motel da cidade, onde Surany foi encontrado se preparando para uma fuga iminente, carregando uma caminhonete com diversos pertences, evidenciando sua intenção de evadir-se das investigações.

A ação policial, que culminou na captura de Surany, revelou a extensão de sua preparação para a fuga. No veículo apreendido, uma caminhonete, foram encontrados não apenas roupas e itens de higiene pessoal, mas também potes de macarrão instantâneo, uma arma de fogo e porções de cocaína. Esse arsenal de itens sugere um plano detalhado para permanecer fora do alcance das autoridades por um período prolongado, além de adicionar novas camadas à investigação sobre suas atividades e possíveis conexões criminosas.

O Papel Crucial na Execução do Crime

As investigações, lideradas pelo delegado Willian Ribeiro, apontam que Paulo Rogério desempenhou um papel fundamental na logística do crime que chocou Sarandi. Câmeras de segurança foram decisivas para rastrear os passos do suspeito, registrando o momento em que ele buscou o atirador em Maringá, cidade vizinha, e o transportou até as proximidades do bar onde a chacina aconteceu. "Ele participa do crime, busca o atirador em Maringá, traz para Sarandi, deixa no local dos fatos, onde o atirador vai e efetua os disparos e executa as vítimas", detalhou o delegado Ribeiro, sublinhando a gravidade da coautoria.

Ainda segundo a apuração policial, Surany estacionou a caminhonete em uma rua adjacente ao bar, permitindo que o atirador desembarcasse e caminhasse em direção ao estabelecimento para cometer os assassinatos. Contrariando um possível acordo, o suspeito não esperou o retorno do executor. Ao perceber a movimentação policial na região logo após os disparos, ele teria empreendido fuga, evidenciando seu envolvimento e a tentativa de se desvencilhar da responsabilidade. A versão inicialmente apresentada por ele à polícia foi desmentida pelas provas coletadas, o que levou ao pedido e cumprimento da prisão preventiva.

A Tragédia que Chocou Sarandi

O crime em questão ocorreu na noite de sexta-feira (22), quando um atirador surpreendeu e ceifou a vida de três pessoas que estavam em frente a um bar no Jardim Verão. As vítimas foram identificadas como o casal Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e Jéssica de Jesus Hass, de 32, além do adolescente Matheus Souza do Amaral, de 15 anos. Matheus, primo do casal e filho do proprietário do bar, chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos.

A brutalidade da ação foi capturada por câmeras de segurança, que registraram o atirador chegando ao local, efetuando disparos ainda na rua contra as pessoas sentadas e, em seguida, invadindo o estabelecimento antes de fugir. A Polícia Militar, que patrulhava a região e ouviu os disparos, encontrou as vítimas caídas. A ausência de antecedentes criminais entre as vítimas, conforme informado pela PM, intensifica o mistério em torno da motivação da chacina, gerando grande comoção e insegurança na comunidade local.

O Percurso da Investigação e os Próximos Passos

A prisão de Paulo Rogério Aparecido Surany representa um avanço significativo nas investigações, mas o caso segue em aberto. O celular do suspeito foi apreendido e será periciado, um passo crucial para desvendar comunicações e potenciais cúmplices ou mandantes. A descoberta de que Surany já responde por crimes como tráfico de drogas e receptação adiciona complexidade ao perfil do investigado e pode indicar uma ligação com o submundo do crime que os investigadores estão agora explorando para determinar o real motivo por trás dos assassinatos.

A polícia ainda trabalha intensamente para localizar o atirador principal e elucidar a motivação exata da chacina. A gravidade dos fatos e a crueldade empregada demandam uma resposta rápida e efetiva das forças de segurança, não apenas para levar os responsáveis à justiça, mas também para restaurar a sensação de segurança em Sarandi e Maringá. A colaboração da comunidade é vista como essencial, e denúncias anônimas podem ser feitas através do telefone (44) 3264-8306, contribuindo para a elucidação completa deste crime que abalou a região.

O Guarapuava no Radar continua acompanhando de perto os desdobramentos deste e de outros casos que impactam a segurança e a vida no Paraná. Nossa equipe está comprometida em trazer informações relevantes, atualizadas e contextualizadas, aprofundando a leitura dos fatos para que você, leitor, esteja sempre bem informado sobre os acontecimentos em nossa região e seus reflexos sociais. Conte conosco para um jornalismo de qualidade e credibilidade.

Fonte: https://g1.globo.com

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