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TSE corrige dado e afirma que número de seções alteradas era incorreto

TSE corrige dado e afirma que número de seções alteradas era incorreto
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma leitura equivocada dos dados levou a Justiça Eleitoral a informar, no último sábado (17), que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano. A imprecisão gerou repercussão e levantou dúvidas sobre a logística do pleito, exigindo esclarecimentos oficiais por parte das autoridades competentes.

O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou à Agência Brasil que os dados foram erradamente comparados com os da eleição de 2024. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça, resultando na distorção estatística divulgada inicialmente.

Atualização do sistema e o número correto de mudanças

A Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções eleitorais que tiveram seu local modificado entre o primeiro e o segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções que teriam mudado de local, quantidade que caiu novamente na atualização divulgada nesta quarta-feira (21).

Ao abrir a sessão plenária do TSE na terça-feira, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema inicia a primeira semana após o primeiro turno com o mesmo número de mudanças ocorridas desde o ciclo eleitoral anterior. O magistrado pontuou divergências pontuais entre os registros centralizados e as informações repassadas pelos estados, demonstrando o ajuste gradual dos números.

Procedimentos e definição dos cartórios eleitorais

As modificações nos endereços de votação são estabelecidas diretamente pelos juízes de cada cartório eleitoral. Essa autoridade local informa ao respectivo TRE a necessidade de alteração, que pode ser motivada por questões estruturais dos prédios ou por interpéries climáticas que comprometam a segurança dos locais.

Posteriormente, o dado é repassado ao TSE pelo sistema ELO. O presidente do tribunal federal destacou ainda que os dados atuais representam uma redução expressiva de 85% no número de urnas alteradas entre o primeiro e o segundo turnos na comparação com o ano de 2022.

Rotina logística e orientações de segurança ao eleitor

O presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, reforçou que o remanejamento de endereços faz parte da rotina operacional da Justiça Eleitoral e ocorre anualmente em menor escala. Os juízos locais utilizam avisos físicos nos prédios antigos e ampla divulgação em rádios e veículos regionais para mitigar qualquer impacto aos votantes.

Diante de mensagens falsas e links apócrifos que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, o TSE orienta que a verificação do endereço de votação seja feita exclusivamente nos canais oficiais, como o aplicativo e-Título ou os portais institucionais.

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