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Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 13,9% a partir desta terça-feira

Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 13,9% a partir desta terça-feira
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (1º), o setor aéreo brasileiro enfrenta um novo desafio financeiro. A Petrobras anunciou um reajuste médio de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV), impactando diretamente a logística de transporte de passageiros e cargas em todo o país. A medida, que já entrou em vigor, eleva o custo do combustível em cerca de R$ 0,68 por litro, refletindo a volatilidade do mercado global de energia.

Impactos da geopolítica no custo do combustível

O aumento é atribuído pela estatal às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que têm gerado instabilidade na cadeia logística da indústria do petróleo. O cenário de conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, intensificado desde o final de fevereiro, comprometeu a segurança no Estreito de Ormuz. Esta rota é estratégica para o escoamento de cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás, e qualquer perturbação na região pressiona os preços das commodities internacionalmente.

Embora o Brasil seja um relevante produtor de petróleo, a precificação dos derivados segue a lógica do mercado global. Isso significa que a cotação do QAV é sensível a choques externos, independentemente da produção interna. Desde o início do ano, o acumulado de alta no preço do querosene de aviação já atinge 53,3%, representando um acréscimo de R$ 1,94 por litro, o que pressiona as margens operacionais das empresas aéreas.

Desafios operacionais para o setor aéreo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível representa aproximadamente 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras. Com o novo reajuste, o preço nas refinarias da Petrobras passa a variar entre R$ 5,44 e R$ 5,70 por litro. A variação regional é notável: enquanto Canoas, no Rio Grande do Sul, registra o menor aumento (13,51%), São Luís, no Maranhão, enfrenta uma alta de 14,34% em comparação ao mês anterior.

Para mitigar o impacto financeiro imediato, a Petrobras retomou o programa de parcelamento dos reajustes, permitindo que as distribuidoras quitem o aumento em três vezes. A estatal reforçou, por meio de nota oficial, que utiliza uma fórmula paramétrica contratual para atuar como um amortecedor de curto prazo, buscando suavizar a volatilidade extrema observada nos mercados internacionais.

Dinâmica de mercado e concorrência

A Petrobras detém cerca de 85% da produção de QAV no Brasil, mas o mercado é aberto à livre concorrência. Após a aquisição do combustível nas refinarias ou via importação, as distribuidoras são responsáveis pelo transporte e pela entrega final nos aeroportos. A estatal garantiu que o suprimento está assegurado para atender a toda a demanda solicitada pelas distribuidoras, mantendo a regularidade dos voos apesar das incertezas geopolíticas.

O cenário permanece incerto para os próximos meses, dependendo diretamente da evolução dos conflitos internacionais. O Guarapuava no Radar segue acompanhando os desdobramentos da economia nacional e como essas oscilações afetam o cotidiano e o bolso do consumidor. Continue conosco para se manter informado sobre os temas que impactam o Brasil e a nossa região com credibilidade e análise aprofundada.

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