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Polícia conclui inquérito sobre morte de jovem que caiu de Prédio após ser torturado no Paraná

Polícia conclui inquérito sobre morte de jovem que caiu de Prédio após ser torturado no Paraná
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava a morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, ocorrida em um condomínio de Londrina. O jovem faleceu após cair do 14º andar de um apartamento, em um caso que chocou a região pela brutalidade. Segundo as investigações, Alexandre foi submetido a mais de três horas de agressões físicas e psicológicas antes da queda, que ocorreu enquanto ele tentava desesperadamente escapar de seus algozes.

Dinâmica da tortura e o desfecho trágico

De acordo com o delegado Roberto Fernandes, a vítima foi mantida em cárcere privado por quatro homens, que eram colegas de apartamento da namorada de Alexandre. O grupo suspeitava que o jovem tivesse furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil. Durante o período em que esteve trancado, Alexandre foi amarrado com cabos de extensão, agredido com socos e chutes, além de ser forçado a ingerir medicamentos que causaram desorientação.

O laudo da Polícia Científica foi fundamental para esclarecer a causa da morte, descartando a hipótese inicial de que o jovem teria sido arremessado. A perícia confirmou que a queda foi involuntária: Alexandre tentava acessar a sacada do apartamento inferior para fugir, mas, ao romper parte da rede de proteção, acabou despencando. O depoimento de um morador do andar de baixo corroborou a versão de que a vítima buscava uma rota de fuga.

Indiciamento e situação jurídica dos suspeitos

Os quatro homens envolvidos foram indiciados pelos crimes de tortura com resultado morte e agravante de cativeiro. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que agora analisa as provas para decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça. Entre os elementos colhidos pela polícia, destacam-se fotos encontradas nos celulares dos suspeitos, onde a vítima aparece amarrada, e a confissão parcial de dois dos envolvidos durante os interrogatórios.

Atualmente, os quatro indiciados respondem ao processo em liberdade, benefício concedido após permanecerem detidos por 24 dias. A liberdade provisória impõe medidas cautelares rigorosas: três deles utilizam tornozeleira eletrônica e todos estão proibidos de manter qualquer tipo de contato com as testemunhas do caso, além de não poderem se ausentar da cidade sem autorização judicial.

Contraponto da defesa e próximos passos

A defesa dos investigados, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, manifestou-se por meio de nota oficial. Os defensores afirmaram que o indiciamento é apenas uma interpretação da autoridade policial sobre os fatos e que pretendem exercer o contraditório. A expectativa da defesa é que, durante a análise do Ministério Público, novos elementos informativos e laudos periciais possam levar a conclusões jurídicas distintas das apresentadas até o momento.

O caso segue sob acompanhamento atento das autoridades e da sociedade, que aguarda o desfecho judicial deste crime de extrema violência. Para continuar acompanhando os desdobramentos deste e de outros fatos relevantes que impactam o Paraná e o Brasil, mantenha-se conectado ao Guarapuava no Radar. Nosso compromisso é levar até você informação apurada, contextualizada e com a seriedade que o jornalismo exige.

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