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Com três ouros, Brasil se destaca no Mundial Paralímpico de Judô

Com três ouros, Brasil se destaca no Mundial Paralímpico de Judô
Sofia Brito/CBDV

O Brasil viveu um sábado de glória no Mundial Paralímpico de Judô, que acontece em Tbilisi, na Geórgia. No segundo dia de competições, a delegação brasileira demonstrou sua força e talento, conquistando três medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Com esse desempenho notável, o país eleva seu total para dez medalhas até o momento, consolidando uma participação expressiva na competição que se encerra neste domingo (27) com as disputas por equipes.

As vitórias não apenas reforçam a tradição brasileira no judô paralímpico, mas também destacam o empenho e a dedicação dos atletas que superam desafios diários para alcançar o alto rendimento. O Mundial de Judô Paralímpico é um palco crucial para esses esportistas, que buscam não só títulos, mas também a visibilidade e o reconhecimento de suas modalidades.

O brilho dourado de Alana Maldonado, tetracampeã mundial

O grande destaque do sábado ficou por conta de Alana Maldonado, uma das maiores referências do judô paralímpico mundial. A judoca paulista, que já ostenta o título de bicampeã paralímpica na classe J2 (atletas com baixa visão) na categoria até 70 kg, adicionou um quarto título mundial à sua impressionante coleção. Em uma luta emocionante e disputada, Alana superou a cazaque Ayala Mereke na decisão.

A final foi levada ao golden score, um período de tempo extra no judô onde o primeiro atleta a pontuar vence. Com uma técnica precisa, Maldonado aplicou um wazari decisivo, garantindo o ouro e reafirmando sua hegemonia na categoria. Sua performance é um testemunho de resiliência e excelência técnica, inspirando novos talentos e consolidando o Brasil como potência na modalidade.

Bicampeonatos e defesas de título que inspiram

Alana não foi a única a brilhar com a repetição de um feito grandioso. Arthur Silva, da classe J1 (atletas cegos), categoria até 95 kg, conquistou seu segundo bicampeonato consecutivo. Em uma performance dominante, o potiguar derrotou o britânico Daniel Powell, também por um wazari. Arthur já havia sido campeão mundial em 2025, em Astana, no Cazaquistão, e é o atual campeão paralímpico de Paris 2024, demonstrando uma consistência rara no esporte de alto nível.

O terceiro ouro brasileiro veio pelas mãos de Brenda Freitas, que compete na classe J1, categoria até 70 kg. Brenda mostrou sua força e agilidade ao vencer a chinesa Wang Wenjing na grande final com um ippon fulminante, em menos de um minuto de luta. O ippon é a pontuação máxima no judô, que encerra a luta imediatamente, e a vitória de Brenda representou mais uma defesa de título bem-sucedida, reiterando seu domínio na categoria.

Outros pódios e a força coletiva brasileira

Além dos três ouros, o Brasil celebrou outras conquistas importantes que contribuíram para o expressivo número de dez medalhas. Milena Freitas garantiu uma medalha de prata na classe J1, categoria acima de 70 kg, mostrando a profundidade do talento feminino na equipe. Marcelo Casanova também conquistou a prata na classe J2, categoria até 95 kg, em uma performance que o colocou entre os melhores do mundo.

As medalhas de bronze foram conquistadas por Rebeca Silva, na classe J2, categoria acima de 70 kg, e por Felipe Amorim, na classe J2, categoria acima de 95 kg. Esses pódios, somados aos ouros e pratas, ressaltam a capacidade da equipe brasileira de se destacar em diversas categorias e classes, evidenciando um trabalho de base e preparação de excelência. A performance coletiva é um indicativo positivo para o futuro do judô paralímpico nacional, que continua a se firmar como uma força global.

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