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Deltan Dallagnol e Filipe Barros prometem reforma do Judiciário e impeachment de ministro em 2027

Deltan Dallagnol e Filipe Barros prometem reforma do Judiciário e impeachment de ministro em 2027
Foto: Foto: Reprodução/RPC

Os senadores eleitos pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), oficializaram nesta segunda-feira (5) as prioridades que pretendem pautar após a posse em 2027. Em entrevista ao programa Meio-Dia Paraná, da RPC, a dupla destacou que o foco inicial de sua atuação legislativa será a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à reforma do Judiciário, além de defenderem a abertura de um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Pautas prioritárias e fiscalização estadual

Durante a conversa, os parlamentares detalharam as frentes de trabalho que pretendem conduzir. Deltan Dallagnol reforçou que sua agenda será centrada no combate à corrupção e ao crime organizado, temas que foram pilares de sua campanha. O senador eleito defendeu o fim do foro privilegiado, a retomada da prisão em segunda instância e propôs medidas polêmicas, como a implementação da castração química para condenados por crimes de pedofilia.

Já Filipe Barros concentrou seu discurso na fiscalização de serviços públicos essenciais no Paraná. O parlamentar afirmou que pretende monitorar de perto a atuação da Copel e o cumprimento dos contratos de concessão de rodovias no estado. Segundo Barros, a função do senador inclui cobrar órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para garantir que as concessionárias entreguem as obras prometidas dentro dos prazos estabelecidos.

O debate sobre o Judiciário

Um dos pontos de maior repercussão da entrevista foi a declaração sobre o STF. Deltan Dallagnol afirmou que o objetivo não é uma retaliação política, mas sim o que classificou como “restabelecimento da ordem”. O senador eleito evitou citar nominalmente qual ministro seria o alvo, mas ressaltou que a iniciativa busca realizar o que chamou de “primeiro impeachment constitucional” de um integrante da Corte.

A discussão ocorre em um contexto de tensão entre parte da classe política e o Judiciário. Dallagnol, que enfrentou questionamentos sobre sua elegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito, classificou as decisões judiciais que envolveram sua candidatura como “arbitrárias”. O caso, que ainda tramita em instâncias superiores, mantém a expectativa sobre a composição final da bancada paranaense no Senado para o próximo ciclo legislativo.

Contexto político e representatividade

A eleição de Dallagnol e Barros reflete um movimento de renovação e de fortalecimento de pautas conservadoras no Paraná. Ambos fazem parte da base de apoio do governador eleito Sergio Moro, consolidando um bloco que promete atuar de forma coordenada no Congresso Nacional. A proposta de reforma do Judiciário, embora ambiciosa, deve encontrar resistência e amplo debate nas casas legislativas, dada a complexidade constitucional e a necessidade de quórum qualificado para alterações desse porte.

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